Errementari – O Ferreiro e o Diabo é o tipo de filme que eu AMO ver e que no caso, demorei pencas pra assití-lo e me arrependendo até o último fio de cabelo de não tê-lo feito antes.
O filme espanhol é uma fantasia de terror gótico, baseado de longe em uma lenda basca da Idade Média onde um ferreiro aprisiona um demônio e sua cidade inteira acha que ele na verdade fez um pacto com o diabo e roubou um carregamento de ouro que fez a cidade empobrecer.
Presta atenção no que eu disse: fantasia de terror gótico.
Tem definição mais bacana?
Só que por causa de uma menina bem punkzinha e arretada e mais uns meninos quase bundões, claro, que não respeitam os limites da casa do tal ferreiro e acabam lá dentro, tudo vira de cabeça pra baixo até que o pra baixo é acabar no inferno.
Literalmente.
Lembra que falei de um demônio preso pelo cara?
O filme é o máximo, com uma reconstituição de época bem boa, o que nem era tão difícil, já que se passa num vilarejo miserável. Mas os cenários são lúgubres, quase saídos do Doutor Mabuse, sem o super exagero alemão.
Mas o que mais me deixou feliz é que o filme é falado em basco antigo. Basco é uma das línguas que eu mais, de uma das regiões que eu mais amo do mundo, o norte da Espanha. E o basco hoje em dia é quase que uma mistura de espanhol, português e francês.
Só que no filme, o basco velho era punk, não dá pra entender uma palavrinha sequer, se bem que depois de quase 2 horas eu já estava me acostumando com algumas.
O basco do filme é uma língua dura, parece língua saxã, o que dá uma aspereza maior ainda ao conto gótico, nada é simples, nada é bonitinho, tudo é bem punk.
Principalmente o personagem que aparece na cidade atrás do ouro, dizendo que trabalha para o governo e incita os homens a ajudá-lo a invadir a casa do ferreiro.
E no caso do filme, o espeto dele não é de pau.
Corre que o filme tá na Netflix e tomara que não saia de lá por muito tempo, porque é o tipo de fantasia boa de se rever, com um dos finais mais bacanas do ano.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2

