Na retrospectiva de 2019, Where Hands Touch vai ser o primeiro da lista de filmes mais desnecessários, idiotas e absurdos.
Em tempos de Trump, Bozonazi, do alt-right, da direita chegando onde chegou, fazer um filme sobre nazistas bonzinhos é o cúmulo da falta de informação geral.
E a culpa é da roteirista e diretora inglesa, Amma Asante.
E não gata, não me venha falar em entrevistas que o amor não vê fronteiras, que o que importa é o coração, que o fato do cara ser nazista é para mostrar que o amor supera tudo. Vai cagar.
O filme conta a história de uma menina negra alemã, filha de mãe alemã e pai “africano”, como eles dizem o filme todo. Aliás, onde a xingam o filme todo, porque apesar dela ser alemã, ela não é ariana e é isso que interessa.
Ela é vivida pela ótima Amandla Sternberg, de O Ódio que você Semeia. Ela é a menina que em meio ao horror do nazismo, se deixa levar pela paixão por um soldado nazista, que a compara a uma negra da capa de um disco de jazz (ou de música negra, como eles chamam) que ele gosta de escutar.
Apesar de todos os avisos de sua mãe, a adolescente a desobedece, se envolve e as coisas todas tomam um caminho meio óbvio para o momento.
Não, o filme não é sobre amor interracial.
Não, o filme não é sobre sobreviver a um regime autoritário e preconceituoso.
Não, o filme não é sobre consciência ou identidade.
Where Hands Touch é um filme sobre nazistas bonzinhos, bacanas, que comandam campo de concentração mas choram ao pensar nas mortes? Por favor, né?
De onde veio o dinheiro pra que um filme desses fosse feito?
E como que um elenco desses é convencido a fazer esse filme?
NOTA: 1/2🎬

