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193/2019 OPHELIA

Ophelia é uma bela ideia pra um filme: contar a história de Hamlet através dos olhos de sua amada, sim, a Ophelia do título.

O problema é que a diretora Claire McCarthy viajou demais e misturou Hamlet com Romeu e Julieta com a lenda de Maria Madalena, a amada de Cristo, aquela e o filme é um pouco além da conta.

Eu deveria gostar muito do filme porque Hamlet é meu personagem principal da literatura, baseado num príncipe real de quando a Dinamarca ainda se chamava Jutland e tudo ainda muito mais primitivo.

MAs o filme não é de todo ruim.

O elenco é ótimo com Naomi Watss e Clive Owen como a mãe e o tio do príncipe, ótimos, só que um pouco dramáticos demais pro meu gosto, o que parece ser um “dom” da diretora.

Ophelia é vivida por Daisy Ridley, de um dos novos Guerra Nas Estrelas, sabe? E Hamlet é o também ótimo George McKay de Capitão Fantástico e Where Hands Touch.

A direção de arte do filme é linda, de verdade, tudo colorido, opulente e detalhista demais. Mas a fotografia e a edição do filme são bem ruins, tudo é super iluminado, sem sombra nenhuma, ainda mais em um filme que deveria ter Shakespeare como linha mestra onde tudo acontece escondido, pessoas escondidas atrás de cortinas ouvindo o que não devia.

Já a edição deixa o filme arrastado demais, sem ritmo.

Mas o grande, enorme problema do filme é o final: absurdo, horroroso, uma afronta.

E o pior, até dá pra assistir Ophelia pra ter a raiva do final, que estraga tudo fazendo com que um filme que até seria passável pela “boniteza” toda, acaba sendo uma tragédia que nem graça tem.

NOTA: 🎬🎬

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