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9/2019 VIDA SELVAGEM

Não consegui assistir Vida Selvagem na Mostra, a estreia na direção do preferido Paul Dano e tinha me arrependido.

Até que alguns amigos vieram me falar mal do filme e eu relaxei.

Vi agora, depois de meses e tenho a dizer que meus amigos são uns tontos.

Vida Selvagem é bom demais.

Paul Dano, o ator magrelo e desengonçado que só faz filmão, se mostra um belo de um diretor, com um senso estético apuradíssimo e com um toque bem particular para atores.

O filme se passa nos anos 1960’s, numa cidadezinha americana no meio do nada, perto da fronteira do Canadá onde Joe, um adolescente, tem que sobreviver aos pais em crise no casamento, desempregados e pra piorar, em crise com eles mesmos.

A mãe de Joe, a melhor personagem do filme, é vivida pela Carey Mulligan, num papel que já marca sua ótima carreira, como a mulher que tenta salvar a família do marido que se perde e ao mesmo tempo tenta se salvar de uma família que ela começa a achar que não é problema dela.

O marido, no caso, é um ex jogador de golf que agora lustra sapatos de ricões escrotos no campo da cidade, vivido por um Jake Gyllenhaal à beira de um ataque de nervos.

O que Dano mostra no filme é que ele consegue ser extremo em suas personagens sem perder a mão e cair nas caricaturas.

O adolescente que parece mais velho que seus pais e que tenta segurar as ondas todas, a mãe doidinha querendo se jogar e se segurando em um minuto mas se jogando no próximo, o pai deprimidíssimo que vai apagar incêndio florestal já que não quer se sujeitar a trabalhar como antes, são personagens que se você fechar os olhos já imagina como seriam.

Paul Dano faz a festa com eles 3 e também com o cara que promete um emprego bom para a mãe de Joe mas é um escroto e só quer levá-la pra cama, o que pra ela nem é tão ruim assim.

Vida Selvagem é o que essa família tem entre 4 paredes. Mas não só.

Suas vidas sociais são quase bizarras, ninguém é normal, ninguém se encaixa e o pior, nem eles 3, uma família, se encaixam, como Dano nos mostra lindamente na cena da foto de família, um mais sem graça que o outro por estar ali sendo imortalizados naquele momento desconfortável.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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