12/2019 WESTWOOD: PUNK, ICON, ACTVIST

Sempre tive o maior amor e a maior admiração pela Vivienne Westwood, a mulher que inventou o punk junto com seu marido Malcolm McLaren e que na “partilha de bens”, ficou com a moda enquanto ele ficou com a música.

Sorte a nossa, porque o legado dele foi ínfimo, comparado ao que essa mulher nos deu e continua nos dando, porque está lá, firme e forte.

Só que chata.

O problema de documentários, biografias, livros e filmes é que para mim eles acabam com a aura dos gênios, trazem esse povo pro dia a dia e daí já era.

Odeio saber que o fulano batia na mulher, que o outro transava com adolescentes e que Vivienne é uma puta de uma chata.

Façam esses filmes mas avisem para que eu não os assista.

Preferia ficar com a imagem da mulher que fez as camisetas mais fudidas da história, com a suástica coberta por um crucifixo invertido e pela letra de Antichrist, dos Pistols.

Queria lembrar da Vivienne presa no barco junto dos punks todos na noite do Jubileu da Rainha, no Tâmisa, gritando “…God Save The Queen, The fascist regim…”

Queria ter na memória a mulher que virou ícone pacifista, que luta por um mundo mais limpo e mais saudável, que não só faz moda, faz política e faz bem feita.

Aliás, que sempre fez política, na música, na atitude e na roupa.

A mulher inventou, criou uma atitude, um grito, quebrou paradigmas, inventou outros paradigmas, gritou com tanta importância que o grito não só foi ouvido mas ecoa até hoje e vai ecoar pra todo sempre.

Se hoje em dia os sertanejos usam mullet e moicano, é por causa de Vivienne.

Se hoje em dia as patricinhas usam camisetas dos Ramones que compram na C&A, é por causa da Vivienne.

Se hoje em dia ainda se usa broches e alfinetes de segurança e calças rasgadas, é tudo por causa da Vivienne.

E sim, isso é ótimo, porque a gente que sabe de onde veio, ri de canto de boca com orgulho.

Só que o filme da Lorna Tucker mostra que a Vivienne, Dame Westwood, é uma mala.

Tão mala que o filho agradece aos céus por ela estar hoje em dia namorando um ex-assistente gay dela porque o cara cuida dela e ele pode relaxar.

Além dela ser chata e disso ficar claro aqui, o próprio filme é chato, medíocre no sentido de ser um filme super na média, que não fede nem cheira, sem graça, sem estética, sem jeito.

Eu podia ter passado sem essa.

NOTA: 🎬🎬1/2

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