Pra começo de conversa, o Fyre foi a maior fraude e o maior mico americano dos últimos anos, um festival que não aconteceu em 2017.
O Fyre surgiu da cabeça bem doida de um moleque playba americano e de seu sócio, o “rapper” meio falido Ja Rule, aquele que já gravou com a Wanessa Camargo.
Os caras “compraram” uma ilha nas Bahamas, que já foi pista de pouso do Pablo Escobar para entrada de cocaína em Miami, onde resolveram fazer a maior experiência de música atual.
Sua referência era Woodstock, criar algo para a história.
Para isso eles investiram todo o dinheiro que tinham e mais milhões e milhões de dólares que iam conseguindo de investidores que acreditavam no tal playba.
Só que à medida que a produção ia (quase) acontecendo, as coisas iam dando errado, por vários motivos, todos eles meio óbvios.
Mas os caras se juntaram a muita gente bem boa, a equipes de criação, mídias sociais, marketing, só agência fodona e aos poucos foram criando o maior objeto de desejo da playboyzada branca.
Pra fazer o filme e vender o festival, eles passaram um final de semana idílico na ilha com uma puta equipe de gravação e com as maiores top models da época, de Alessandra Ambrósia a Chanel Iman e Gigi Hadid.
Os caras compraram posts e mais posts de influenciadores digitais, tipo a Kendal Jenner por centenas de milhares de dólares e ainda prometeram que esse povo todo iria para a ilha em esquema super VIP.
A promessa era gigante, o line up tinha o Major Lazer, Disclosure, Blink 182 com cachês astronômicos.
Só que eles não contavam com… a vida real, que se mostrou implacável.
A parada toda é tão absurda, tão bizarra, que foram lançados 2 documentários sobre o Fyre, este, da Netflix, e um do Hulu que devo assistir logo, não só para comparar os filmes mas também pra ter um espectro maior da história toda.
Quais as conclusões assistindo Fyre?
Primeira: não adianta ter uma ideia boa e um caminhão de dinheiro se não se tem competência.
Segunda: a mentira tem a perna curta.
Terceira: nas redes sociais, você pode gastar milhões promovendo alguma coisa mas às vezes uma foto mal tirada de um cara com 40 seguidores pode acabar com um sonho que na verdade era um pesadelo.
Quarta: não desdenhe da vida real.
E não se deixe enganar, Fyre é vendido como um documentário mas na verdade é um filme de terror da vida real.
Corra pra ver, tá na Netflix.
NOTA: 🎬🎬🎬

