Uma das coisas que mais gosto no cinema é filme que se passa nos interiores, nos meios dos nadas e contam histórias a partir de lendas locais.
Tipo November.
E tipo Lost Child, que é quase um filmaço, mas dá umas escorregadas no percurso.
O filme conta a história de Fern, uma veterana de guerra que volta ao meio do nada onde nasceu atrás de seu irmão para descobrir que ele é um junkie bem perigoso nas redondezas.
Um dia ela encontra uma criança perdida na floresta onde fica a casa de sua família e resolve ajudar o menino, ao que descobre que ele é considerado um tipo de um demônio da cidade que suga a energia das pessoas.
Na verdade o próprio menino acha isso e tem medo de sal, de triângulos nas portas das casas e mais outras superstições que aos poucos a mulher percebe que vão se mostrando reais.
O filme seria lindo se fosse por esse caminho de lendas e fantasmas mas o irmão junkie dela entra na história e o filme se divide.
Infelizmente não conseguiram encontrar um denominador comum para justificar as 2 histórias e parece que estamos assistindo uma novela com 2 núcleos completamente distintos que nunca se encontrarem apesar de viverem à margem da mesma sociedade lixo na cidadezinha onde vivem. Nem para tentar explicar que o folclore na verdade mostra o que realmente acontece na vida e que os demônios e os fantasmas estão dentro de cada um, esse tipo de bobagem, nem isso rola.
Aliás, o que faltou ao filme foi esse aprofundamento no folclore, no climão.
Como não teve, acabou desperdiçando uma bela de uma história.
NOTA: 🎬🎬1/2

