Paddleton é um dos filmes produzidos pela Netflix que deram certo.
Não é um puta de um filme, mas é daqueles que por pior que pareça no início, vai aos poucos engatando e nos 20 minutos finais você tá assistindo de joelhos.
Paddleton conta a história de 2 amigos e vizinhos, ou de vizinhos que se tornaram amigos por inércia, ao que parece (eles são vividos por Ray Romano e Mark Duplass, um melhor que o outro).
Eles tem perto de seus 50 anos de idade, moram em apartamentos pequenos, um sobre o outro, tem trabalhos irrelevantes, jantam juntos e assistem sempre o mesmo filme de kung fu.
E inventaram um jogo, o paddleton, uma tipo de squash onde você ganha pontos quando consegue acertar a bolinha em um latão de ferro, que eles jogam na melhor locação possível, uma tela de um drive in desativado.
E nada acontece no filme.
Acorda. Trabalha. Joga. Janta. Cozinha. Filme. Começa de novo.
Até que um deles viso o outro que descobriu estar com câncer em estado terminal.
E que pediu para seu médico uma forma de eutanásia assistida.
E pede para seu amigo acompanhá-lo no momento final.
Paddleton, que pareci ser uma comédia dramática sobre 2 loosers, na verdade é uma comédia quase romântica do amigo do cara que vai morrer de câncer.
Mas não se deixe enganar. O filme não é triste.
Os 2 amigos de Paddleton não sentem amor suficiente para nos deixar tristes ao ver o filme.
Os 2 são personagens muito idiossincráticos, nada típicos, nada que se espera de 2 caras em suas situações de vida.
Eu poderia até dizer que ambos são meio bobo alegres, mas nem alegres eles são. Eles não são nada, são 2 caras que chegaram no momento do tanto faz de suas vidas.
Ou talvez suas vidas tenham sido um eterno tanto faz e por lá eles continuam.
É só quando a sombra da morte atinge a amizade deles que ambos se dão conta que agora seja tarde demais. Pelo menos para o que vai morrer.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

