Apesar do título erradíssimo, Riqueza Tóxica é uma ficção científica indie de tudo com uma história boa, um roteiro ótimo e uma personagem principal maravilhosa: uma adolescente numa lua perdida no espaço tentando ficar rica.
Ou mais ou menos isso.
Na verdade nem vou contar nada do filme porque uma das informações importantes acontece logo no primeiro terço de Riqueza Tóxica e por isso o que quer que eu tente revelar vai ser demais.
Só digo que o filme da Netflix, estrelado de novo por um dos irmãos Duplass, o que é sempre bom, por um Pedro Pascal competente, só digo que esse filme cai nas mão de Sophie Thatcher, a tal adolescente.
Que é fodona, tem que lidar com um monte de problema por causa dos homens à sua volta, incluindo seu pai que a levou para a tal lua com uma informação quente de onde eles poderiam achar umas “gemas” valiosas, o que os deixaria bem ricos.
Acontece que o roteiro do filme, para nossa sorte, não é tão simplista e óbvio e o filme, que em princípio é uma ficção científica low fi (meio primo do Lunar do Bowie Júnior que a gente tanto ama), na verdade é um monte de coisas juntas: é drama, é thriller, é mais drama ainda e claro, é ficção científica engenhosa até.
Coisas do filme que me deixaram de queixo caído: a nave onde pai e filha viajam, o cúmulo do tosco que funciona; o filme se passa quase inteiro em locação, em uma floresta (tóxica, daí o título) da lua perdida; os céus da floresta são lindaços, represetaçõs quase psicodélicas saídas de ilustrações do Frank Frazetta.
P.S.: valeu Netflix, só achei poster razoável em inglês e trailer legendado em espanhol.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

