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74/2019 RAFIKI

Eu estava doido pra assistir Rafiki, o filme LGBTQ queniano que ganhou o prêmio da mostra Un Certain Regard ano passado em Cannes.

Aliás, o filme ganhou Cannes e está proibido no seu país, o lesbofóbico Quênia.

O filme não decepciona, é o máximo.

Rafiki é um Romeu e Julieta no Quênia nos dias de hoje.

Quer dizer, Rafiki é um Julieta e Julieta, sendo que Kena e Ziki, filhas de rivais políticos, se apaixonam.

E não só isso, no Quênia não tem essa de gay, lésbica.

Eles dizem o filme inteiro que a boa menina queniana se torna a boa esposa queniana.

Mas Kena e Ziki vão aos poucos descobrindo o quanto se amam ao mesmo tempo sabendo que precisam se esconder.

Elas precisam escolher entre sua felicidade e sua segurança.

Como na tragédia shakespeareana, podemos esperar tudo de Rafiki.

Só que nos dias de hoje, o perigo mora ao lado, literalmente.

Rafiki é um filme pequeno, constrito, o oposto do que temos visto por aí, até mesmo no cinema brasileiro.

Mas até por isso o filme é eficaz e bem feito, conta a história sem firula, sem enrolações e funciona muito bem, principalmente por causa da química das 2 atrizes principais Samantha Mugatsia e Sheila Munyiva.

Uma jóia rara.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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