O centésimo filme de 2019, ou a centésima resenha de 2019, deveria ser alguma relevante, importante.
Mas eu infelizmente estou longe de ser esse marketeirozinho meticuloso, frio e calculista que guarda filme bom pra data boa.
Infelizmente mais como mea culpa mesmo, adoraria sê-lo.
Mas Os Irmãos Sisters é um filme até que bem bacana, perdido por aí.
O filme é um western quase engraçado, mas não engraçado tipo os irmãos Coen.
Os irmãos Sisters é quase uma palhaçada não planejada, mais engraçado mesmo pela situação estúpida onde viviam esses homens atrás do ouro no velho oeste americano.
É do nível de o cara que tinha uma escova de dentes e, pior, que a usava, era considerado quase de elite, vivendo em meio a ogros.
A grande coisa de Irmãos Sisters com certeza é que foi dirigido pelo fodão francês Jacques Audiard, de Um Profeta.
O cara tira leite de pedra e nesse caso, tira leite de poeira, de mato e do nada.
Os irmãos do filme são o meu, o seu, o nosso Joaquin Phoenix e o bonzão John C. Reilly, que estão nesse nada procurando ouro com finalidades distintas: um quer ser matador de aluguel e o outro quer beber e farrear até cair.
No meio de seus caminhos, eles cruzam um detetive meio almofadinha (Jake Gyllenhaal) e um vilão milionário (meu preferido Rutger Hauer) que os fazem mas se adaptar ao acaso.
No faroeste do diretor Audiard, o que importa é o tal caminho menos do que o ponto de chegada.
Como eles se viram para lá chegarem é mais importante se chegam ou não.
E nem estou falando só dos irmãos.
Num universo de desolação e de sonho, por pior que seja, sobreviver apesar das intempéries é o pote de ouro no final do arco íris.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

