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107/2019 HOMECOMING

Ano passado, exatamente nessa época, quando assisti o evento (não o show) da Beyoncé no Coachella via youtube, pensei comigo “já era, ninguém tão cedo vai conseguir fazer algo parecido com isso, na verdade nem sei se alguém já fez algo nesse nível”.

Um ano depois a Netflix lança Homecoming, o filme da Beyoncé sobre seu show histórico e só confirma: du-vi-de-o-dó a gente assistir tão cedo um show desse nível.

De quebra ainda vemos um documentariozinho interessante sobre os bastidores do trabalho de 8 meses de concepção, criação, produção, ensaios do show que aconteceu 2 vezes.

Homecoming é super bem filmado, claro mas o melhor, é muito, mas muito bem editado.

Vou repetir, o filme não tem um corte errado e pra deixar mais bacana, tem umas transições de um show pra outro como nunca vistas.

Voltando a Homecoming, o show. Beyoncé, à época havia deixado claro que o show era mais um capítulo de sua reverência à história negra americana e ao seu amor pelos festivais de fanfarras.

Homecoming deixa claro esse amor e esse respeito. E o melhor, me deixou de 4 vendo o quanto esse respeito se transformou em arte.

Beyoncé, a gente sempre soube, tá num outro nível de artista, muito acima da média mesmo. Nem Jay-Z, seu marido e midas do hip hop é capaz do que ela é capaz.

Beyoncé, com esse filme e por esse filme, nos mostra que ela está acima, bem acima, não só artisticamente, mas também como ser humano.

Homecoming, em seus 8 meses da ideia ao primeiro show, é trabalho de alguém que tem um nível de trabalho único: ela criou, escreveu, produziu e dirigiu o show. Como ela diz, ela escolheu criteriosamente cada músico, cada bailarina, a madeira do palco e por aí foi.

Claro que isso é muito papo marketeiro de artista, mas quando a gente enxerga isso no trabalho de alguém a coisa faz sentido.

Homecoming é um filme obrigatório pra você que gosta de música, em geral, pra você que gosta de entretenimento, de show, de festival, de arte. É um filme que mostra o quanto um ser humano, quando bom mesmo, melhor ainda, uma mulher negra, vira uma super humana.

Você pode achar a música dela chata (porque gosta de rock), pode achar ela boa mas nem tanto (porque a Madonna pavimentou seu caminho) ou pode ter qualquer desculpa e restrição com a Beyoncé.

Mas eu duvido que você não se emocione com esse filme, com a perfeição do show e com a força que essa mulher.

Como ela mesma diz no filme, Coachella mudou de nome desde o ano passado e se chama Beychella.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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