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111/2019 O DATE PERFEITO

Uma pergunta com uma dúvida honesta: até quando vão se fazer comédia românticas juvenis com personagens desonestos?

O Date Perfeito é mais um exemplo dessa coisa chata e preconceituosa de se pensar que alguém só consegue enxergar o amor que sempre esteve a dois palmos de distância depois de passar por uma expiação de pecados e arrepender-se da vida “devassa” que levava antes.

Até quando esse pensamento judaico cristão de culpa e arrependimento vai ser pregado pelo cinema para a molecada?

A coisa é tão feia que até a tão falada primeira comédia romântica gay vinda de um grande estúdio, Com Amor, Simon, teve essa premissa, do cara que mentia pra todo mundo, inclusive familiares, melhores amigos, ferrou com a vida de todo mundo e depois vem com o rabo entre as pernas se desculpando e pedindo abrigo.

O Date Perfeito é meio que isso, o bonitão pobre e ambicioso é também o destemido que se faz de “acompanhante” sem intenções sexuais para ganhar dinheiro e entrar em uma universidade de primeira categoria.

Ele cria um aplicativo para vender os seus serviços, todo mundo fica sabendo menos a menina rica fútil por quem ele é apaixonado.

Ou a menina rica inteligente e esperta com quem ele troca favores: ele a ajuda a parecer bonita e gostosa e ela o ajuda a ser aceito na universidade dos ricos.

O cara é mal tratado pelos playboys, é bem visto pelos pobretões, trai seu melhor amigo que não por acaso foi quem lhe deu a ideia do aplicativo para seus serviços.

E assim a Netflix vai perpetrando essa desgraça que é a visão de que se você se arrepender no final (da vida), todos os seus erros e as suas filahsdasputices serão perdoadas e você entrará no reino dos céus.

Amém. De cu é rola.

NOTA: 1/2🎬

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