Megarrromântico é engraçado.
Mas não porque seja uma comédia.
Quer dizer, também é uma comédia engraçada, mas é um filme que para provar uma teoria (de empoderamento feminino) usa talvez a pior metáfora já vista na história do cinema.
O filme é estrelado por Rebel Wilson, que eu amo de paixão, acho ótima e engraçada mas que nesse filme prova que ainda não tem nível pra ser protagonista. Ela precisa de mais muitas aulas de atuação, porque convenhamos, ela é igual em todos os filmes que faz.
Ela é um arquiteta com a pior auto estima de todas, sofre nas mãos dos colegas de escritório, se acha feia, detonada, não consegue se impor e nem percebe que seu colega engraçadão na verdade está afim dela.
Por isso tudo ela é a mais cética e descrente em relação ao amor, a romance e acha que comédia romântica é o cúmulo dos clichês mais ridículos possíveis.
O que não é de tudo errado.
Um dia tentam assaltá-la, ela cai, bate a cabeça e quando acorda está num mundo fofo e lindo e cor de rosa onde o mais lindo de todos se apaixona por ela, onde ela é notada, considerada, tem o melhor amigo gay, a bonitona vilã, os números musicais, o closet cheio de roupas e sapatos lindos.
Só que ela tem noção de onde está e de todos os clichês e não entende o que está acontecendo.
Até aí tudo bem, ideia boa para desconstruir esse mundo cor de rosa e a ideia de que uma mulher não precisa de tudo isso para ser feliz.
O problema é que forçaram a mão ao compará-la a uma garagem subterrânea de um prédio.
Juro.
Daí não dá, né?
Fora isso e uns erros toscos de continuidade e de gente olhando para a câmera, o filme é divertido.
Bom para desopilar em dia de tosquices de comentários horrorosos na internet.
NOTA: 🎬🎬1/2

