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115/2019 O GÊNIO E O LOUCO

Caí no truque do filme do Mel Gibson com o Sean Penn.

Que raiva.

Pior é que tem um povo aí glorificando essa porcaria, dizendo que é o renascimento dos atores em suas melhores formas.

Gente, fujam.

Eu assisti o filme porque a história real em que se baseia é uma das mais legais de todas.

Gibson é o Professor que escreve a primeira edição do dicionário Oxford da língua inglesa, depois de anos e anos de tentativas fracassadas de um grupo de professores da universidade.

O que a gente não sabia é que um de seus melhores colaboradores era um médico esquisofrênico que estava preso por ter assassinado um homem inocente quando achou que ele o confundiu um homem imaginário “que sempre o perseguia”.

Claro que é um filme, o roteiro tem que enxugar a história, escolher momentos bons do que realmente aconteceu mas vou te contar, erraram na mosca.

Falta história interessante, fora essa principal, falta profundidade nos personagens, falta interesse geral e falta eu acreditar nas coisas que saem da boca do Mel Gibson: que porcaria de ator que ele virou.

Penn ainda se sai bem no papel do doidão por vezes lúcido, com um conhecimento fora do comum.

Ele é mais soturno, mais fechado em seu mundinho, sem arroubos de animação.

Ao contrário de Gibson que parece estar na época errada, apesar do figurino.

Pra piorar as coisas, colocaram a Natalie Dormer que é ótima num papel triste da viúva que aos poucos vai se interessante pelo algoz de seu marido.

A síndrome de estocolmo tá é pouca e desnecessária: de uma cena pra outra ela passa de mulher louca e bêbada e largada para uma mulher fina, elegante, recatada, que fala baixo.

Tudo no filme é bem errado menos a direção de arte, que é linda demais e funciona bem.

Detalhe: de gênio (do título), o cara não tem nada.

E só.

NOTA: 🎬🎬

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