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136/2019 I’LL TAKE YOUR DEAD

I’ll Take Your Dead é “vendido” como um mashup de ideias de terror, ou um super filme de gênero.

Pra mim o filme é um amontoado de ideias bem boas que sofre exatamente por ser um amontoado.

O roteiro é até ok, o problema é muita mas muita coisa acontecendo em 1h30.

Tem fantasma, tem gente que vê fantasma, tem desmembramento, tem gore, tem slahser, tem gângster sanguinário, tem cadáver que não morre, tem mais sangue ainda, tem de tudo.

I’ll Take Your Dead é o terror maximalista que sinceramente, a gente não precisa.

O filme conta a história de um pai e uma filha, que moram em um casa meio isolada.

Ao que parece ele cuida de cadáveres nos fundos da casa, meio que um legista.

E sua filha sempre por perto vê o que o pai faz e vê mais, enxerga os fantasmas dos cadáveres que lá estão.

Isso a gente acha.

Logo chega um carro com uns bandidos, falei gângsters antes até, com um cara morto no porta malas e com um pacote de dinheiro, dizendo que indicaram os serviços do tal “legista” que não é.

O cara, como diz o título do filme, “aceita os seus mortos” e dá um jeito neles, desmembrando, colocando em ácido, sumindo com as pistas todas.

O problema é que desta vez, um dos cadáveres que chega pra ele não o é: a mulher ainda está viva.

O cara é um carniceiro, tem uma filha adolescente bizarra mas ele não é cruel.

I’ll Take Your Dead é daqueles filmes que mesmo eu tendo contado tudo isso, o que é apenas o início do filme, nos mostra mais e mais e, mais e mais.

As situações acabam se misturando, os atores não são aquelas belezas e a gente fica sem saber o que está acontecendo direito com cada um deles.

A única coisa que funciona bem no filme é a maneira como o diretor nos mostra que todos os personagens são mais profundos do que poderíamos achar. E mais estranhos também.

O que não funciona é como o roteiro os coloca frente a frente.

Uma pena quando o universo criado é bom mas a história lá contada não chega à altura.

NOTA: 🎬🎬1/2

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