A Perfeição é um filme com a assinatura da Netflix que por lá estreou ontem e me deixou de queixo caído.
Eu ousaria dizer que se o Brian De Palma dos filmes maravilhosos dos anos 1980 se casasse com o sul coreano Park Chan-wook, mestre dos filmes de vingança como Oldboy, o filho deste casal lindo seria Richard Shepard, um dos roteiristas e diretor do estranhão A Perfeição.
O filme conta a história de Charlotte, uma celista prodígio que largou a música para cuidar da mãe doente por 10 anos e então volta a procurar seu mentor.
Em sua antiga escola, conhece a nova pupila e também prodigiosa Lizzie.
Charlotte vai voltando ao seu mundo de música, fama e aos poucos vai se deixando envolver com Lizzie primeiro em umas cenas tórridas de sexo que aprecem saídas direto de filmes dos anos 80.
A partir daí, A Perfeição vai nos dando mais surpresas e reviravoltas que todos os suspenses porcarias que vimos ultimamente.
E digo uma coisa: as reviravoltas são umas melhores que as anteriores.
E quanto mais a história vai se passando, me repito de novo, mais o meu queixo foi caindo.
Quando a gente pensa que A Perfeição é um thriller, ele nos presenteia com uns bons 20 minutos que se encaminham para um terror bizarro.
Daí o filme vira um drama que se encaminha para um filme extremo e sem limites.
Em mais uma reviravolta, o filme entra numa sessão de violência nível Tarantino.
A Perfeição é um filme esperto, estranho, como já disse, com um suspense incrível, um terror absurdo, cheio de alucinações, romance lésbico bem “depalmiano” com 2 das mais instigantes protagonistas femininas do ano, vividas pelas ótimas Allison Williams (de Girls) e Logan Browningcom (de Dear White People).
Surpresa das melhores da Netflix até a última cena, que já é uma das mais icônicas do ano.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬


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