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173/2019 A LENDA DE GOLEM

Já anota aí: A Lenda de Golem com certeza vai estar na minh alista de melhores do ano.

E bem no topo da lista dos melhores terrores de 2019.

O filme israelense é uma mistura de Frankenstein, com o pós terror de A Bruxa e outros do tipo e nos conta a lenda judia do Golem, um ser criado misticamente que em princípio é usado para proteção mas que nunca dá tão certo.

Hannah e seu marido Benjamin vivem em uma vila de judeus isolada de tudo e de todos e não sabem que uma praga está dizimando os arredores onde vivem os gentios.

Eles estão tentando ter outro filme desde que seu primogênito morreu afogado. Ou assim pensa Benjamin, depois que Hannah termina um “tratamento” com a curandeira do vilarejo.

Benjamin é filho do rabino e traz escondido para sua mulher, depois de estudar o dia inteiro, livros proibidos para mulheres.

Quando uns “vizinhos” invadem o vilarejo com a filha do chefe deles morrendo da praga, eles exigem que a curandeira a salve senão eles vão incendiar tudo.

Os homens resolvem que eles não vão lutar contra os invasores e rezem para eles saírem. Hannah diz que eles devem criar um golem para salvar o vilarejo.

O rabino diz que ela não tem o que discutir e mesmo assim, Hannah cria o monstro, uma das grandes lendas da tradição judia, que aos poucos além de salvá-los dos ataques de fúria dos invasores, vai tomando o lugar em seu coração de seu filho morto.

O que ela não esperava é que o golem menino não seria tão obediente. Ou melhor, de uma forma ou de outra, ele faz um monte para protegê-la de uma forma ou de outra.

A beleza de A Lenda de Golem é que o filme tem um roteiro tão redondinho e certinho que nas mãos de um diretor mediano poderia ser transformado em um filme bem sem graça.

Os irmãos diretores Doron e Yoav Paz fazem o que querem e o que não querem com o roteiro, desde dar esse ar de pós terror, com uma direção bem cool, sem arroubos de sustos gratuitos até criarem o clima perfeito do filme que começa como um drama profundo e vai se transformando em um gore, cheio de corpos estraçalhados e muito sangue espirrando.

E apesar disso, o filme é tão cheio de detalhes e homenagens, tipo a roupa do golem, toda com costuras enormes que nos faz pensar em Frankenstein o tempo todo.

É terror, é sobrenatural, é estiliscamente lindo com conteúdo à altura, com uma atmosfera mais que perfeita, como se os diretores israelenses roubassem de volta uma história de seu folclore usada toscamente tantas vezes antes.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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