Tô numa fase de filmes porcarias aqui no blog (apesar do maravilhoso Share no meio deles) porque agosto, como abril, são meses de entre safra no cinema, sempre sobram as porcarias pra serem vistas.
Hot Dog é um filmão alemão, no sentido de grande e caro e… mais ou menos.
Juro que queria colocar uma obra prima, mas não vai ser hoje.
Apesar dos pesares, eu me diverti bem com Hot Dog.
É daquelas comédias despretensiosas que devem muito aos grandes caras tipo um Jerry Lewis e seus filmes patetas.
Hot Dog é a “palavra de segurança” de 2 policiais bem diferentes e bem patetas, que por acaso terminam investigando um caso de contrabando e espionagem internacional muito maior do que eles poderiam imaginar e maior ainda do que eles teriam capacidade de lidar. Por isso a palavra de segurança.
Um dos policiais é o bonitão mais velho, fodão, que bate em todo mundo, pavil curto, sabe tudo e vai contra todos, principalmente seus chefes.
O outro é o novato super nerd, que sabe todas as regras, entende tudo na teoria e tem zero prática.
Extremos opostos que acabam juntos como punição para ambos.
E aos poucos, obviamente, vão criando laços afetivos e o resto a gente já sabe como funciona.
Eu gosto de fazer comparação com cinema brasileira a partir deste tipo de filme.
Se tivesse sido filmado na Globo Filmes, a dupla principal de Hot Dog seria vivida pelo Malvino Salvador fodão e pelo Kleber Toledo de oclinhos nerd, tipo na última novela.
O filme é tão descaradamente pop que tem merchandising da pepsi o tempo inteiro, com caminhões da marca passando pelo elenco em momentos cruciais e máquinas de refrigerante onde se menos espera.
Nestes casos patetas, essa cara de pau me diverte, ao invés de me dar raiva.
Eu me diverti bem no filme, só senti falta de um humor mais escrachado, tipo linha Top Secret, mas ao que percebo ultimamente nas comédias alemãs, o humor dos caras está cada vez mais contido, infelizmente.
NOTA: 🎬🎬1/2

