133/2020 A POSSESSÃO DE MARY

Imagina só.

Você é convidado pra um passeio de iate, de escuna, de barcão, em Paraty.

Eba.

Você pega seu carro, ou entra no ônibus, demora horas pra chegar lá, porque infelizmente ninguém mora perto de Paraty, o que deveria ser obrigatório pra uma vida razoável, mas você vai com a maior das animações.

Se o passeio por si só não fosse bom o suficiente, o dono do barco em questão, o nome principal do passeio é o Gary Oldman, olha que foda.

Não importa como você entrou na lista VIP do oscarizado, do Churchill, do Sid Vicious, de um dos seus ídolos maiores.

E também não importa que o convite que você recebeu, tipo o poster, tem um mar vermelho horroroso que tenta dar uma impressão de sangue totalmente errada, ainda mais com o espírito pairando sobre o barco.

Você pensa “ah, o cara é um monstro, não precisa também ser bom pra criar arte ou mesmo ter bom gosto pra aprovar algo que alguém tenha feito pra ele a preço superfaturado, afinal, o cara é rico”.

Horas e horas de estrada depois, você chega no pier, é bem recebido por Oldman e sua família, sua mulher é a ótima Emily Mortmer, tem as 2 filhas bonitinhas do casal, o namorado de uma delas e mais um bonitão(zinho) que trabalham no barco, mas todo mundo com cara meio de bunda, pra dizer a verdade.

Já que você chegou, horas de estrada, Gary Oldman, não pode ser tão ruim entrar no barco assim apesar do desânimo todo da equipe (porque não dá nem pra chamar de elenco).

Mar tá lindo, sol a pino mas não tem vento: o barco sai e parece que o motor é movido à pilhas pequenas, de tão lento e sem graça que o tal passeio vai começando.

Depois de 1 hora do barco no mar, você descobre que tem uma pseudo possibilidade do barco ser assombrado, ser possuído por um espírito maligno de uma mulher que quer se alimentar de almas de marinheiros (OI?).

Você deveria sentir medo, levar susto, mas é tudo tão devagar, uma história tão besta que nem a pilha estar quase acabando te preocupa, já que o barco nem foi tão longe, ou melhor, nem foi a lugar nenhum.

E a histórias de possessão, a menor possibilidade de pensar que o barco está possuído só te faz ter mais enjôo, já que você está quase colocando tudo pra fora por causa da lenga lenga, por causa das pilhas pequenas e da natureza não ajudando em nada a velocidade da viagem.

Depois de tudo isso, você só deseja que o tal espírito te leve pra bem longe do barco, porque a ideia de você estar no fundo do oceano sendo devorado lentamente por peixinhos e monstrinhos marinhos é melhor que a vontade de chegar ao final dessa porcaria que é A Possessão de Mary.

NOTA: 🎬

Um pensamento sobre “133/2020 A POSSESSÃO DE MARY

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