161/2020 SHIRLEY

Não vou mentir: Shirley é um filme bem estranho.

Demorou pra eu entrar na vibe e de apreciá-lo; demorou pra eu chegar à conclusão se era estranho bom ou não. No fim, é bom sim.

Tudo graças a diretora Josephine Decker, que se mostra um absurdo de talentosa. Não por menos, ela venceu um prêmio especial do júri do Festival de Sundance desse ano como “autora”, o que é um baita de um elogio.

Shirley é vivida brilhantemente, mais uma vez, pela cientóloga mas mesmo assim grade atriz Elisabeth Mossa, que também é produtora executiva deste filme, ao lado de Martin Scorsese.

Belo pedigree.

Shirley é uma escritora bem doida, bem atormentada, que lá pelo final dos anos 1950, início dos 1960, é casada com um professor de inglês de alguma universidade fodona americana e com ele mora no campus.

Só que ela está num hiato artístico, com bloqueio criativo, sem conseguir escrever seu próximo romance e sendo assunto só pela vida atormentada que vem levando.

Essa situação começa a mudar quando um casal vai morar em sua casa, o cara vai trabalhar como assistente do professor e a esposa fica cuidando da casa e de Shirley.

O que acontece é que a cabeça aberta de Shirley e seu marido professor faz com que o jovem casal entre em um universo novo que eles não esperavam encontrar.

Essa é a história.

Mas esse não é o filme, em princípio.

Ou melhor, o filme demora a chegar nesse ponto.

Mas quando chega, a coisa pega de jeito.

O filme é baseado num livro onde essa demora, essa criação toda de clima deve funcionar bem. Eu acho que no filme demorou por demais.

A gente percebe um monte do que já está acontecendo mas o roteiro enrola demais até que tudo seja quase descarado, tenho meio que uma função didática desnecessária, até porque o elenco do filme, os 2 casais, são maravilhosos.

Além da uózinha Elisabeth, quem vive seu marido é Michael Stuhlbarg, o fodão que faz o pai do discurso de Me Chame Pelo Seu Nome e o casal jovem é formado pela ótima Odessa Young, que quase rouba o filme e pelo nosso preferido Logan Lerman que quase some no filme.

Rose, a personagem de Odessa, que tem quase todas as cenas do filme ao lado de Elisabeth é incrível. Tenho certeza que a diretora do filme sofreu para editar Shirley com o tanto de cena boa e de crescimento de personagem que acontece com Rose.

O que não é nada mal, ter duas atrizes ótimas tomando conta de um filme que acaba por emocionar mais do que eu esperava.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

2 pensamentos sobre “161/2020 SHIRLEY

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