330/2020 MEU REMBRANDT

Se tem uma coisa que eu amo assistir é documentário sobre artes plásticas, artistas geniais tipo Rembrandt e mais ainda, sobre o mundo desgraçado das galerias de artes e seus marchands e seus truques e passadas de pernas.

Se você é como eu, Meu Rembrandt é um prato cheio.

O filme começa mostrando um galerista ou marchand holandês bem famoso, de família tradicional no mercado, que “encontra” um quadro do Rembrandt em um leilão.

Só que esse quadro é reconhecido como sendo de um de seus assistentes e não do gênio holandês.

Mas o galerista tem certeza do seu acerto e do erro de todo mundo da arte e compra o quadro por uma pequena fortuna mas que é uma bagatela comparada ao que valerá depois que ele provar sua teoria.

E passamos o filme vendo o processo que um cara desses faz para se provar certo e virar milionário a partir de então.

Em paralelo, vemos a história fofa de 3 homens muito, mas muito ricos, tipo muito mesmo, que possuem quadros de Rembrandt em casa.

Um deles é um bilionário escocês, dono de uma parte significativa de seu país, que mora em um castelo lindo, repleto de obras de arte e que resolve dar um novo lugar para seu Rembrandt, em uma sala que ele reforma inteira, tira os quadros que lá estiveram por séculos e que então será seu recinto preferido em seu castelo por causa de seu quadro preferido.

O segundo homem é um bilionário americano, um desses mais ricos do mundo, que larga tudo, vende tudo o que tinha e resolve passar o resto de sua vida colecionando obras de arte, inclusive, claro, um Rembrandt.

O cara é tão, mas tão aba(e)stado que ele empresta muitas de suas obras para ficarem no Louvre de Dubai.

É bem interessante ver como ele e sua esposa se comportam em meio a por exemplo, a abertura de uma exposição no Louvre.

O terceiro figura é um francês de família conhecida, Rotschild, que tem 2 Rembrandts em seu quarto, lindos de morrer, que ele vai ter que vender para pagar dívidas de seu irmão.

O foda desse cara é que os 2 quadros enormes ficavam em seu quarto, em sua casa em Paris. O cara dormia todas as noites sob 2 quadros do Rembrandt.

Pode?

Entra uma história e outra voltamos sempre ao holandês e sua descoberta.

E o quanto ele teve que ludibriar e mentir e enganar para conseguir o quadro e se tornar super famoso nesse mundinho.

A grande coisa de Meu Rembrandt é que o filme não é chapa branca e não precisa esconder os lados podres de seus documentados, porque senão nem teríamos filme, já que é um pior que o outro.

E é disso que eu gosto.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

3 pensamentos sobre “330/2020 MEU REMBRANDT

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