013/2022 PHARMA BRO

Não tem jeito, as coisas em relação aos neo fascistas são tão óbvias que a gente nem precisa perder tanto tempo pesquisando.

O Pharma Bro do título, o mano da indústria farmacêutica, é o homem mais odiado dos EUA, Martin Shkreli, aquele lixo de diretor de uma farmacêutica fodona que aumentou o preço de um remédio específico para infecções provenientes de toxoplasmose 5500%.

Uma pílula do remédio custava 13,50 dólares e ele ordenou que passasse a custar 7 mil dólares.

7.

Mil.

Dólares.

Uma pílula.

E as pessoas tomam em média 20 por mês, em um tratamento.

Por quê?

Porque ele podia fazer isso e fez.

E até hoje ninguém voltou a baixar o preço do remédio.

Äh, mas ninguém hoje em dia tem toxoplasmose e quem tem o seguro saúde paga”.

Eu não sabia e descobri neste documentário mas essa infecção oportunista é uma das mais comuns nos EUA pra pacientes HIV positivos.

E não, pra pequena parcela que tem segura saúde, as operadoras não pagam mais esse remédio caríssimo.

O que parecia ser uma jogada de marketing pra chamar atenção para essa marca de remédios acabou sendo uma oportunidade absurda para conhecermos essa pessoa que ficou milionária com essas jogadas ridículas.

E ficou mais famoso, amado e odiado do que ele teria imaginado.

Filho de pais pobres, o documentário não explica exatamente como Shkreli chegou onde chegou e eu só posso imaginar que ele seja um oportunista (como a toxoplasmose) que se deu bem.

Claro que ele é ultra direitista, lida com todos aqueles caras que a gente vê apanhando em vídeos pela internet, os neo nazis que defendem o inimaginável.

Pra piorar tudo, Martin Shkreli comprou a tal única cópia de um álbum do Wu Tan Clan, lembra, que ninguém ouviu e que ninguém ouvirá, pagou 2 milhões de dólares e usa a caixa como apoiador de copos.

Se o cara já era odiado por motivos políticos e comerciais, também começou a ser odiado por ter posições escrotas com a cultura pop.

O único problema deste documentário, que me irritou muito, é que é um desses filmes onde o diretor faz questão de contar a sua história, de aparecer, de como chegou no cara, de como foi morar no prédio dele.

O que poucos anos atrás era só o método de trabalho de uma equipe de documentaristas, hoje acaba sendo quase condição cinequanon para que um filme seja feito, já que até nisso o povo acha que a exposição em tempos de mídias sociais vai “agregar”. Não vai.

É engraçado ver o diretor criticando o cara e cometendo alguns de seus mesmos erros.

Mas vale para ver o quanto a pretensão desse Shkreli, seu nariz empinado, e sua estupidez são infindas, principalmente vindas de um escroto direitista declarado.

NOTA: 🎬🎬🎬

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