102/2022 AINDA ESTOU AQUI

Ontem eu estava bem cansado e precisava do filme mais tranquilo e fofo e bobo que aparecesse na minha frente.

Ainda Estou Aqui foi o escolhido e fez cumpriu certinho seu papel.

A nova comédia romântica da Netflix com sua superestrela Joey King (Barraca do Beijo) é fofo, bobo mas não tão tranquilo.

O vai e vem de passado presente e futuro me irritou lá pro final, principalmente porque o filme não esconde o que vai acontecer no seu roteiro fofinho.

Ainda Estou Aqui conta a história de Tessa (a Joey cada vez menos com cara de adolescente), uma aspirante a fotógrafa, que mora com uma família que não é a sua e que desde o início do filme deixa claro que não quer e não sabe amar.

Até que ela conhece o lindão Skylar (Kyle Allen), numa sessão de Betty Blue (olha só) no cinema da cidadezinha. Só que o filme está sem legenda e Skylar traduz o filme todo pra ela, que termina a sessão, claro, chorando de soluçar e apertando forte a mão do desconhecido. (se você não assistiu Betty Blue ainda, larga isso aqui, veja e volte).

O amorzinho que surge ali entre a estudante que quer tirar fotos lindas e ama tudo dos anos 1980 e o bonitão poliglota, por uma bobeada do roteiro, demora pra acontecer porque os dois, olha só 2, odeiam as mídias sociais e assim, não se acham, porque não trocaram número de telefone nem nada.

Só isso já me irritou bem. Quem em 2022, com 17 anos de idade, morando numa cidadezinha do tamanho de Águas de São Pedro, não é encontrada com um pouquinho de esforço?

Como disse, o filme fica no vai e vem temporal porque logo no início acontece uma pequena catástrofe que faz com que a história de Tessa e Skylar tenha ares de Ghost, Além da Vida da Geração Z, embalado por Never Tear Us Apart do INXS.

É fofo? Muito. É bobo? Muito. É pretensioso? Nadinha e esse é o trunfo do filme do diretor Arie Posin: por mais que o filme seja lotado de referências, principalmente à década de 1980, sem nenhum sentido além da pegadinha da música do INXS, Ainda Estou Aqui cumpre o papel de filme pra desopilar o fígado, pra assistir, torcer pro casal dar certo, ficar com raiva dela e depois perdoar e finalmente, dormir feito um anjinho com o cérebro desanuviado.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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