155/2022 FIRE ISLAND – ORGULHO E SEDUÇÃO

Aaaaaaaleluia!

Aaaaaaaaaaaleluia!

Saiu minha gente, finalmente uma comédia romântica gay sem ter personagem do mal que vira bonzinho que é uó e que no final é o personagem principal do filme que cansa.

Fire Island é fofo, engraçadinho, tem um elenco muito legal e não é tosco filosoficamente falando.

Fire Island é uma ilha no estado americano de Nova York onde os gays do país inteiro vão pra lá procurando diversão.

Só que o lugar é bem rico, bem “chic”, bem caro e exclusivo, bem segregacionista, digamos.

No filme, um grupo de amigos gays pobres, como eles fazem questão de deixar bem claro, vai passar a semana de férias na ilha na casa também pobre de uma amiga lésbica pobre que por sorte, um da, tempos atrás, conseguiu comprar essa propriedade lá.

Por problemas financeiros, Erin (a onipresente em filmes gays, que eu amo, Margareth Cho) está a ponto de perder a casa e talvez este seja o último final de semana dos amigos por lá.

O roteiro do filme é baseado no clássico Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, que a gente já viu num ótimo filme estrelado pela Keira Knightley, lembra que ela não queria saber com ninguém, tava com bode de homem?

Mas desta vez a história gira em torno de Howie (o ótimo Bowen Yang, de SNL) que, cansado de ser desprezado na comunidade gay por ser oriental, muito efeminado e estar forma de forma, resolve passar essa semana só dançando e se divertindo, sem se preocupar com arrumar uma transa ou um namorado de verão.

Seu melhor amigo Noah (Joel Kim Booster) também oriental, mas saradão e não efeminado, diz que só vai beijar alguém depois que Howie beijar alguém.

O drama todo, contado de forma bonitinha, fofa e principalmente educada e respeitosa pelo diretor Andrew Ahn (de Driveways), que faz um filme tão fofo que não dá aquele ânimo que nos poderia ter proporcionado.

O filme parece mesmo um filme inglês caretinha de uma história que se passa no século XIX, de tão corretinho e respeitoso que é.

O problema é que Fire Island não pisa no calo de ninguém, nem dos personagens preconceituosos, que representam a alta burguesia inglesa da Jane Austen, que são xoxados bem educadamente, o que me irritou um pouco, acho que ter respeito é uma coisa, passar pano é outra, não precisa ser tão politicamente correto assim, mas entendo que a produção não quis perder nenhum público.

Acertou um pouco, o suficiente pra gente se divertir.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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