154/2022 TORN HEARTS

Eu assisto QUALQUER coisa com a Katey Segal (Married With Children, Sons of Anarchy), atriz fodona demais que não é reverenciada o suficiente.

Ela fazendo um filme de horror então, não podia perder.

Em Torn Hearts ela é Harper Dutch, uma estrela da country music que se aposentou depois da morte da irmã, com quem fazia dupla.

Sumiu do mapa mesmo.

Vive em sua casa sem sair pra nada, sem receber ninguém.

Até que 2 jovens que também tem uma dupla de música country e que são super fãs de Ms. Dutch, resolvem bater na porta da casa da diva com uma torta na mão de presente para dela conseguirem uns conselhos, quem sabe.

A ex-estrela recebe as moças em sua casa para um bate papo, em princípio, que logo se torna uma vontade de escreverem músicas juntas até convites para que elas passem a noite na casa da reclusa.

Claro que isso tudo recheado de muito mistério, de atitudes suspeitas e falas de duplo sentido que acabam em um jogo de horror e desespero pelo qual ninguém esperava.

Torn Hearts é a nova incursão na direção da atriz Bea Grant (de Heroes), depois do seu bem intencionado mas mal feito 12 Hour Shift.

E aqui ela tem os mesmos problemas que teve em sua estreia: um roteiro simplório demais para o nível de complexidade que suas ótimas personagens necessitariam.

O filme tem um número grande demais de sequências com soluções ruins demais, principalmente nos momentos de tensão máxima de horror.

Além disso, a grande surpresa do filme é contada cedo demais da forma mais aleatória possível, apesar de eu ter certeza que a tal surpresa seria o que (mal) vemos no filme.

A falta de sutileza no pré horror é um erro grande e constante em produção novas do gênero, onde eu acho que roteiristas e diretores devem ter chegado à conclusão burra que o público vai descobrir mesmo o segredo do roteiro então eles não precisam ter tanto cuidado com o que nos é mostrado.

O que é uma pena. Ou melhor, várias penas, porque a ideia é ótima, os temas de sororidade, de mulher que faz sucesso em universo masculino, rende muito mais do que o roteiro nos mostrou, mesmo tendo um ótimo prólogo que nos prepara direitinho para a história que está por vir.

O que é bem bom no filme é a direção de arte dos cenários todos da casa da estrela da música e a proximidade com que a câmera trata as personagens, nos deixando sempre no centro dos conflitos, coisa boa pra um filme de horror.

Mas faltou clima, faltou estranheza, a luz é muito branca o tempo todo e eu pra ser sincero, queria que uma briga que tem no meio do filme fosse a referência de como o filme seria dali pra frente. Não foi.

NOTA: 🎬🎬🎬

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