203/2022 AGENTE OCULTO

Agente Oculto é o novo #alertaporcaria lançado pela Netflix só que desta vez com um detalhe muito importante: o filme custou a bagatela de 200 milhões de dólares.

E nada justifica o investimento. Nada.

A história é a mesma de sempre que já vimos 1 milhão de vezes sobre agentes da CIA que são os malvados gerais e querem se matar e matar todo mundo e viajam como se o mundo fosse uma grande ponte aérea.

Desta vez um ex agente desgraçado vivido pelo Chris Evans quer matar um ex presidiário criado pela CIA pra virar um assassino desgraçado vivido pelo Ryan Gosling.

O resta é resto.

E um episódio mediano de Killing Eve é mais emocionante que as 2 horas e pouco dessa masturbação visual dos irmãos Russo, diretores genéricos de filmes de super heróis que aqui erraram na mosca.

Aliás, O Telefone Preto, o filme de ontem também foi dirigido por diretor de filme de super herói que também errou. Mas aqui foi pior.

Agente Duplo foi filmado em pelo menos meia dúzia de países pelo mundo sem a menor necessidade porque nada na história pedia tanto.

A trilha é péssima, parece trilha recusada de filme do James Bond que os caras acharam no arquivo perdido.

E o elenco genérico de filmes de ação? Billy Bob Thornton vivendo um fodão que tem um lado “bom”; Ana de Armas fazendo o mesmo papel que ela fez no último Bond, Wagner Moura fazendo o mesmo papel de “gênio da informática” que fez no filme sul africano, Alfre Woodard fazendo o mesmo papel de mulher sábia que faz em todo filme nos últimos 10 anos. Colocaram até o Regé-Jean Page de Bridgerton num papel tão ruim que parece que ele não saiu do segundo ano da escola Wolf Maia de atores.

O filme é tão mal cuidado, apesar dos 200 milhões de dólares, que tem cena de explosão enorme sem som nenhum. Parece que foi rodada no espaço, onde ninguém pode ouvir seu grito, mas não foi.

E o que não é um filme de ação extremamente caro sem uma sequência magnífica de perseguição de automóveis pelas ruas de paralelepípedos seculares de uma capital centenária européia? Pra dar em nada, neste caso.

Única coisa boa do filme: o personagem do Evans de recompensa oferece 10 milhões de dólares pra quem conseguir colocar uma bala no cérebro desse boneco Ken, o personagem do Ryan, que vive o Ken no filme da Barbie.

Podia morrer todo mundo no final.

Netflix, me chama aí, vocês tão precisando de alguém que saiba ler roteiro pra dar sinal verde pra produção.

NOTA: 🎬1/2

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