261/2022 ERA UMA VEZ UM GÊNIO

Que o George Miller é um belo de um diretor a gente já sabe faz tempo, muito tempo, o primeiro Mad Max é de 1979.

Ele fez um monte de filmes menores pelo caminho até que em 2015 ele lançou o absurdo que é Mad Max: Estrada da Fúria e a gente se apaixonou por ele de novo, só esperando Furiosa, que parece que estreia ano que vem.

Era Uma Vez Um Gênio talvez seja seu filme mais “pretensioso” entre as genialidades de Mad Max. Mas neste caso o pretensioso não é um adjetivo ruim.

O filme tem a pretensão de ser um grande romance e sua premissa tinha tudo para que isso acontecesse.

A maior de todas Tilda Swinton é Alithea, uma acadêmica inglesa que em uma viagem a Turquia, compra uma garrafa de vidro linda em uma lojinha.

Quando chega ao hotel, ela tenta limpar a garrafa que se abre e dela sai, sim, um gênio, um Idris Elba gigantesco, um djin, que na maioria dos casos não é uma coisa boa.

Eles começam papear (oi?) e o djin começa explicar a inglesa que ela pode fazer os 3 desejos e tudo mais, mas ele também conta suas historias para ela, num arremedo de Mil e Uma Noites que eu ainda não entendi o porquê.

O roteiro é bonito, é bacana, é bem escrito e muito bem filmado.

Miller teve todo o dinheiro necessário para criar as histórias passadas de amor do gênio, para que ele tentasse convencer a inglesa a também se apaixonar por ele e não prendê-lo de volta na garrafa por outra eternidade.

O que não aconteceu comigo foi me apaixonar por essas histórias.

Tudo é muito bonitinho e interessante mas eu estive mais para o amante da rainha de Sabá com vontade de sim prender o grandão numa garrafinha e atirá-lo no mar de novo, porque olha, que cara chato.

O que faltou no filme pra mim foi humor porque Era Uma vez Um Gênio é um romance travestido de fantasia com muito drama inglês, já que Alithea é uma estudiosa da vida, quase uma filósofa matemática, e sua sobriedade apaga muito do que a história poderia ser interessante.

Tudo é dramático demais, tudo é sofrido demais e você pode sempre dizer que “amar é sofrer”. Mas no caso deste filme, o sofrimento não combina com a estética do filme.

Se fosse pra sofrer que o filme fosse mais lúgubre ainda, que andasse à beira do horror.

Mas ele não é nem uma coisa nem outra, nem horror nem romance, nem esperançoso nem solar demais, o que no caso, deixou o filme numa média sem graça total.

NOTA: 🎬🎬🎬

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