O Macaco é o novo filme de horror baseado na obra do mestre dos mestres Stephen King que esta em cartaz no Cine Teatro São Pedro.
A obra em questão, O Macaco, é um conto sobre um macaco de brinquedo que ao ser “ligado”, quando alguém dá corda e ele toca um bumbo, alguém morre.
Super Stephen King, né.
O mestre é considerado o grande escritor de horror vivo, o maior de todos, um escritor que não para de criar, não para de lançar livros, não para de dar força para os filmes baseados em seus livros e o mais legal, King é um amante de horror e sempre fala de novos escritores, novos cineastas e novas ideias que aparecem nesse reino fantástico, quando por exemplo, na década de 1990 ele declarou que Clive Barker era “o novo grande nome do horror”, elevando o autor de Hellraiser e seus cenobitas infernais ao patamar de ídolo do gênero.
Claro que King estava certo, Barker é sim genial, continua produzindo sempre mas nada como o próprio King, que como eu disse, não para.
A primeira vez que li sobre esta adaptação foi o próprio Stephen King falando no Twitter (quando eu ainda usava o aplicativo) sobre o quanto ele achava que O Macaco seria um grande filme. Eu acreditei, mesmo sabendo que obviamente King nunca falaria mal de uma adaptação de sua obra, e me dei mal.
O Macaco é ruim.
Mas…
É um ruim interessante. E engraçado.
Explico.
O diretor do filme é um dos meus preferidos do horror de hoje em dia, Osgood Perkins, que por acaso é filho do grande ator Anthony Perkins de Psicose do Hitchcock.
Oz, como ele é conhecido, usou e abusou de um humor bizarro, quase pastelão no filme, o que o levou para um caminho inesperado.
Como eu disse, o macaco de brinquedo assassino mata aleatoriamente quando acionado.
Como a ideia da história é meio que só essa mesmo, Perkins criou mortes dignas dos filmes Premonição por exemplo, aquelas mortes sensacionais e super imaginativas e intrincadas que acabam sendo as grandes atrações do filme.
A gente acaba torcendo para que tenham mais e mais mortes para vermos o quanto os roteiristas quebraram suas cabecinhas para criarem espetáculos de carnificina.
Apesar disso tudo O Macaco tem história.
Mas não tem explicações.
Em 1999, um homem chega em um antiquário, todo sujo de sangue, para devolver o macaco tocador de bumbo de corda porque o brinquedo é maléfico.
Assassino.
Matador.
Mas o dono do antiquário avisa que não aceita devolução de brinquedos. E enquanto os 2 discutem, o macaco é acionado e o dono do lugar tem uma morte atue que meio besta, mas com consequências horrorosas, dando o tom do que viria pela frente.
O espectador tem que ser bem perspicaz para concluir que o homem que devolvia o brinquedo era o pai desaparecido dos gêmeos Hal e Bill, que um dia fuçando nas coisas que seu pai deixou para trás, encontram a caixa do macaco assassino e sem saber, dão corda no monstro mecânico que começa uma sequência de carnificina aleatória como há muito não víamos no cinema.
E como já disse, a matança é aleatória, o macaco não aceita pedidos e sem está livre de morrer quem deu corda para que ele funcione.
Então se você dá corda no bicho, tem que torcer para que ele não mate alguém que você goste, o que geralmente acontece.
E pelo resto de suas vidas os gêmeos entram em um paradoxo com o macaco: um deles, o bonzinho de óculos, quer que o brinquedo desapareça e o outro irmão, o malvado, quer que o macaco mate o seu próprio irmão, já que ele sempre o tratou como lixo e o culpa pela morte da mãe.
Acontece que nada acontece em O Macaco, a história é fraquinha demais e o que interessa mesmo são as mortes bem construídas e engraçadas ao mesmo tempo, coisa de desenho animado, cheias de sangue e tripas e cérebros explodindo e membros voando.
No final das contas, a diversão é garantida porque o que a gente quer em um filme de horror senão ver o que não veríamos em nenhum outro lugar.
NOTA: 🎬🎬1/2

