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076/2025 SEPARATED

Errol Morris é um dos maiores documentaristas de todos os tempos.

Já venceu o Oscar, foi premiado nos maiores festivais de cinema e seu filme A Tênue Linha da Morte é considerado um dos 5 melhores documentários de todos os tempos.

Morris tem o costume de utilizar o “não óbvio” como seus personagens principais e de se fazer ouvir durante o filme emitindo opiniões mesmo.

Aqui em Separados a gente entra de cabeça em uma das piores realidades criadas pelo primeiro governo Trump nos EUA: a lei que separa as crianças de seus pais quando são presos entrando ilegalmente no país.

Com sua veia jornalística super apurada ele destrincha o livro homônimo do jornalista Jacob Soboroff sobre o assunto e nos joga na cara como as leis podem ser manipuladas, re-escritas e re-interpretadas para que a vontade de um governo radical se faça realizar.

Por mais pesado e absurdo que seja o tema das “supostas” prisões de crianças, o que por si só já estraga o estômago, pra nossa sorte não temos imagens reais dessas prisões, só os relatos de quem já as visitou e eu garanto que são mais que suficientes para nossa imaginação.

Mas o que me deixou mais chocado em Separados, que inclusive ficou no short list dos 15 documentários indicados ao Oscar 2025, é que Morris deixou para literalmente o último momento do filme jogar no nosso colo uma bomba que pode até ser considerada uma reviravolta de roteiro, se é que esse tipo de “pegadinha” pode existir em um documentário que é quase perfeito.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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