081/2025 NO LIMITE DA PROTEÇÃO

Jimmy Warden é o roteirista de Cocaine Bear, o Urso do Pó Branco, e lá escreveu um filme sobre drogas.

Aqui ele dirige e também escreveu o roteiro, só que o filme é uma droga.

Obrigado, boa noite, voltem com cuidado para casa.

Piadas bestas à parte, fiquei pensando o quanto o hype e o não sucesso do filme do urso que cheira cocaína e mata uma galera foi o suficiente para que seu roteirista conseguisse escrever um filme tão ruim quando, convencer as pessoas que ele poderia dirigir e o pior de tudo (ou melhor, pra ele), conseguir produzir e lançar este No Limite da Proteção, que em inglês se chama Borderline, que tanto significa limite quanto o transtorno mental da instabilidade emocional, impulsividade e dificuldade de lidar com frustrações.

Essa é a definição de Duerson (Ray Nicholson, filho do Jack, o Nicholson), um super fã da artista pop Sofia (Samara Weaving, esposa do diretor/roteirista) que faz de tudo para se casar com ela, lá nos longínquos anos 1990.

E quando digo tudo, é tudo mesmo, inclusive matar, bater, sequestrar, ameaçar quem for precisa para realizar as núpcias.

Já Sofia não entende direito o que está acontecendo, assim como eu não entendi o que estava acontecendo no começo do filme, já que é tudo muito aleatório e sem explicações. Claro que não necessariamente as explicações são necessárias de imediato mas que uma hora cheguem por favor.

E aqui tudo demora pra chegar e quando chega é sempre “jura que é isso?”.

Além de ter um humor ruim como em Cocaine Bear, as pretensões do diretor Warden com certeza era a de que seu filme fosse comparado a Saltburn e Bela Vingança, filmes super sarcásticos e espertões da diretora Emerald Fennell.

Mas Borderline ficou longe porque por mais violência que marca todo o filme e dá até uma cadência ao roteiro, quando não tem sangue a história é sem graça, os personagens são sem graça a ponto de serem largados literalmente pelo caminho pelo roteiro.

Quando Duerson consegue finalmente “tomar” a casa de sua musa Sofia, eu já torcia para que todo mundo morresse e só sobrasse uma mão saindo de dentro de algum túmulo, o que teria sido lindo para fazer a ligação com a cena de masturbação de Saltburn.

E mesmo o pseudo melhor segurança de pop star possível (Eric Dane finalmente bonitão) conseguiu controlar todo o idiotismo dos “vilões” do filme, que acabam tomando conta da mente do roteirista que chuta o balde para o nosso alívio ao chegar ao final dessa bobagem.

NOTA: 🎬🎬1/2

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