A Contadora de Filmes é um filme espanhol bem do fofo, com uma história interessante e com o roteiro escrito por Walter Salles, com o Rafa Russo e a também diretora espanhola Isabel Coixet, tudo isso dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig.
O filme conta a história de Maria Margarita, a contadora de filmes do título.
Ela é a filha única de família bem grande que dependia do pai que trabalhava em mina de carvão e mora nas casinhas da empresa que o contrata nos arredores da mina.
A maior diversão da família é ir ao cinema aos domingos onde eles todos se divertiam mas principalmente a mãe Maria Magnolia (Berénice Bejo), com ares e vontades artísticas, que larga logo a fameilia depois que o pai sofre acidente na mina, nnao consegue mais trabalhar e para de receber o salário que já não dava pra muito.
A mãe começa a se encontrar com o alemão gerentão da mina (Daniel Bruhl falando um espanhol impecável) em troca de dinheiro para prover melhor para os filhos e o marido inválido.
Mas logo ela se cansa e abandona a família sem avisar para nunca mais.
Quando o pai sofre o acidente, eles param de frequentar o cinema e a cada semana 1 membro da família vai ver o filme em cartaz e conta para todo mundo. Só que os filhos são incompetentes para isso e a única filha, Maria Margarita, descobre um talento e uma paixão que ningueem esperava.
Ela não só contava os filmes com detalhes perfeitos mas também com a vibração dessa paixão que ela sentia pelos filmes e pelas histórias.
A fama de contadora de filmes de Maria Margarita se espalha pela vila de mineiros que a família começa a ganhar dinheiro com as sessões de “contação de filmes” que viram o melhor programa a se fazer na vila, já que os mineiros eram bem abusados pelo alemão e nem dinheiro para a família toda ir ao cinema tinham.
Mais uma vez, como parece estar na moda, A Contadora de Filmes sofre um probleminha sério pra mim, que tira do filme a possibilidade de virar referência: o roteiro do filme tenta abraçar todas as possibilidades de histórias da vida da filha que vira a chefe da família ao invés de focar na principal e tentar fazer uma nova versão incrível de Cinema Paradiso ou torná-lo o grande filme de amor ao cinema das últimas décadas.
Mas A Contadora de Filmes é o drama da família desfacelada pelo acidente do pai, da família destruída pelo sumiço da mãe, pelos abusos sexuais machistas pelo filme todo, que são quase tratados como romance fofo, além do viés político do filme que também fico num meio de caminho que mais atrapalha que ajuda.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

