Site icon Já Viu?

093/2025 DJ À PAISANA

Eu não me conformo que até hoje não exista um filme bom que se passe no universo da música eletrônica como existe A Festa Nunca Termina para o universo do rock, indie e na verdade até um naco da música eletrônica.

Pensando bem não haveria ninguém mais capacitado para realizar esse filme que o diretor So Me, o cara que foi “a cara” do electro francês dos anos 2000/2010, fazendo capas de discos como diretor de arte da gravadora Ed Banger e dirigindo clipes de gente que vai do Justice ao Major Lazer, Kid Cudi e até o tal do Kanye.

So Me veio várias vezes ao Brasil no início dos anos 2010 e sempre ia à minha festa Crew, de vez em quando como dj mas sempre como convidado que se divertia muito.

Ao saber que Banger, a comédia policial da Netflix havia sido escrita e dirigida por ele e era sobre um dj de electro que tinha envelhecido e saído de moda, fiquei animadíssimo até achando que fosse um filme sobre mim mesmo. hehehehehehe Brincadeira.

Melhor que o so Me dirigindo era a notícia que o filme é estrelado pelo muso Vincent Cassel e a trilha totalmente criada pelo meus djs preferidos da vida e colegas de festas, os belgas 2 Many Djs.

Fui com força assistir Banger e…………… que decepção.

PQP!

Começa que a trilha do 2 Many Djs é muito da sem graça, quase genérica. Eu li uma matéria onde os irmãos belgas contavam como tinham criado cada tipo de música baseadas onde e como seriam tocadas. E como o desenho de som era especial e bla bla bla.

Não é. Nada demais.

O roteiro do filme é uma das coisas mais básicas e óbvias e sem graça dos últimos tempos.

Quando So Me resolveu fazer uma comédia policial, fiquei imaginando um monte de referência boa francesa e parece que ele não assistiu nenhuma delas. Tudo é ruim, tudo é sem graça, tudo já foi feito e visto e dito e a mistureba de ideias e situações não ajudou nada o filme.

Banger é sobre Scorpex, o tal dj velho, que é chantageado pela polícia para que ele se aproxime de Vestax, o dj da moda que na verdade é patrocinado por um traficante belga poderoso que a polícia não sabe quem é, só que ele já fez várias plásticas radicais depois de ter o corpo todo queimado.

E assim vai a bobagem, ops, o filme que se terminasse em pastelão, meio Trapalhões, certeza que seria melhor do que é.

A única coisa que se salva no filme é Cassel, que se desdobra em meia dúzia para dar conta de fazer tudo praticamente sozinho e carregar o filme nas costas.

Ah, So Me foi até espertinho o suficiente para colocar os djs e produtores franceses de electro mais famosos fazendo pontas no filme mas tem hora que parece que eles estão lá obrigados, de tão ruim que é a cena.

Resumindo, só não achei Banger pior porque eu estava num bom humor que não sei de onde veio e as memórias dos bons tempos de electro e festa Crew e festivais vieram à tona, também um tempo de oportunidades quase perdidas.

Acho que no final a culpa é do electro.

NOTA: 🎬🎬1/2

Exit mobile version