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190/2025 ETERNAL

Feliz da vida estou por poder escrever sobre o novo filme de um dos meus diretores europeus preferidos, o dinamarquês Ulaa Salim do meu super preferidos Filhos da Dinamarca de 2019.

Eternal parece ser meio que um netinho dos filmes do Malick de quando ele acertava, daquela aura quase religiosa de filmes como Árvore da Vida ou mesmo do Abismo Profundo do Cameron, que trazem para o cinema mais pop um monte de metafísica.

Na Dinamarca, um estudante ambientalista Elias, namora apaixonadamente uma cantora, Anita (não, sem piada) e jovens que são fazem planos para um futuro que eles pretendem passar juntos mesmo que um fenda oceânica está prestes a acabar com o nosso planetinha Terra.

Mas como diz o outro, faça planos até que eles afundem agua abaixo, Elias recebe uma bolsa do IT, do outro lado do mundo, ao mesmo tempo que Anita descobre estar grávida, ao que ele pede para ela interromper a gravidez já que seu sonho de salvar o mundo é maior do que ficar com o amor da sua vida, com quem já tinha até escolhido o nome de seu primeiro filho. E lá vai ele.

Para nosso sorte, meros terráqueos, os planos e ideias e estudos de Elias deram certo a ponto de 15 anos depois da separaçnao da namorada, ele encabeça uma equipe de cientistas onde ele mesmo vai pilotar um submarino incrível que vai descer até a fenda com drones incríveis capazes de costurá-la.

Nas profundezas do oceano Elias passa por momentos que mudam sua vida para sempre, tendo visões e sensações vindas da fenda que o fazem repensar tudo.

Um acidente acontece enquanto ele está no submarino fazendo com que a finalização da expedição vai ter um tempo de espera maior do que o previsto, tempo este que Elias resolve passar em sua cidade natal, para onde não voltava há 15 anos e assim ele resolve também procurar Anita.

O bom de Eternal, diferente dos outros filmes antes citados é que o diretor Salim não se restringiu a fazer um filme exclusivamente sobre um único tema e juntou de forma bem delicada o romance do casal com as experiências metafísicas do cientista.

Mais ainda.

Ele, diretor, foi esperto o suficiente em seu roteiro ao explorar a volta do cientista frio e calculista à sua cidade natal a ponto dele entender que o seu lado mais “espiritual” já existiu num passado distante e que ele estea prestes a redescobri-lo nas situações mais normais possíveis, como por exemplo assistindo sua ex namorada cantar em um teatro.

Eternal é um filme sobre amor e principalmente como (re) encontrar o amor nessas situações banais, tanto que se a gente, ou Elias, não prestar atenção, esses momentos de júbilo podem passar despercebidos. E os momentos de situações extremas como quando ele decidiu ir embora e abrir mão da mulher que amava e do filho que viria, se tornarem o norte de sua vida.

Mas também pensamos, ou Elias pensa, que se não fosse aquilo 15 anos atrás, o que seria dele, dela, do mundo nesses 15 anos depois e no que está por vir.

Eu amo Eternal por ser um filme que me fez repensar, refletir, escrever e reescrever o que eu senti, o que achei, mesmo sendo um filme que muita gente possa achar “ok, filminho legalzinho”.

Mas não, Eternal é um baita drama, um belo filme onde vemos e sentimos o transcendental, onde vemos o mundo girando em nossa frente, onde podemos discutir o sentido da vida ou mais ainda, onde nem precisamos discutir porque eu sinceramente senti o que precisava só vendo esta pérola.

Obrigado Ulaa Salim, e por favor não demore tanto pra lançar seu próximo filme.

(Olha que doido, nem falei que é uma ficção cientíca!)

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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