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205/2025 FUCKTOYS

Eu fui ao nosso amigo ChatGPT 4.0 e fiz a questão: “me diga quais são as características que representam o cinema trash de John Waters“.

A resposta resumida foi: estética deliberadamente “feia” ou tosca, conteúdo transgressor e politicamente incorreto, cultura queer e marginal, subversão de gêneros clássicos, atuações teatrais e camp, orçamento reduzido e produção independente, humor negro, sátira e ironia e crítica ao american way of life.

Fiz isso para resumir em alguns conceitos este Fucktoys, o filme mais trash e incrível desde que o papa do trash lançou Pecado da Sedução em 2004.

A diretora, roteirista e atriz Annapurna Sriram pode e deve ser considerada como uma das maiores e melhores (piores?) seguidoras de Waters e Fucktoys, seu filme de estreia, poderia ter sido realizado pelo mestre e sua turminha abilolada.

O filme é tosco como deveria ser, sobre AP, uma atriz/stripper/funcionária do sexo, que vive em uma realidade própria bem bizarra, cercada de personagens únicos, marginais, queer, feito com meia dúzia de dólares muito bem gastos.

AP descobre em uma visita a uma vidente que ela foi amaldiçoada e então precisa levantar 1000 dólares para que a maldição seja retirada e ela possa ter uma vida fofa. Só que AP e sua vida não tem nada de fofa e sua jornada por entre personagens bizarros que subvertem papéis e configurações “caretas”, lugares estranhos e historinhas quase grotescas faz de Fucktoys, na Trashlândia uma aula de bom humor com um pé na fofolândia e o outro no subsolo do underground americano.

Uma aula de cinema e imaginação férteis.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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