Tem coisas que são difíceis de assumir. Umas dessas verdades é que eu não gosto de filmes chamados/considerados underground.
Esses filmes que também são chamados de experimentais, são um pouco malucões demais pra mim. E olha que se você lê aqui, sabe que eu adoro um filme malucão.
E veja bem, filme experimental, underground não é filme trash. Pode ser trash mas cinema trash é outra coisa, é John Waters, é Fucktoys.
Every Heavy Thing é um desses malucões, experimentais, um filme bem interessante, com um roteiro bem escrito, um elenco cheio de gente que eu gosto como as musas Barbara Crampton e Vera Drew.
O filme é um thriller de humor bem bizarrinho sobre um homem perdido em um caso de desaparecimento de mulheres sem deixar rastros. Como se sumissem no ar.
Joe é um coitado pego de surpresa quando presencia o que não deveria e a partir de então é chantageado para ser um participante do “rolo” todo se não quiser sofrer consequências drásticas.
Mas o que tem de experimental aí, Fabiano?
O diretor Mickey Reece joga seu espectador em um turbilhão de imagens e sons que pontuam seu filme, levando a experiência para um nível quase psicodélico de frequência áudio visual. Só que um psicodélico de “viagem ruim”, não aquele de ver cores e elefante rosa voando.
O filme incomoda, quase como alguns filme do Lynch incomodam. Mas Reece não tem a sutileza do horror do diretor de Twin Peaks e usa essas viagens doidonas de uma forma mais radical ainda.
E apesar de todos os pesares eu gostei.
NOTA: 🎬🎬🎬1/2

