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206/2025 EVERY HEAVY THING

Tem coisas que são difíceis de assumir. Umas dessas verdades é que eu não gosto de filmes chamados/considerados underground.

Esses filmes que também são chamados de experimentais, são um pouco malucões demais pra mim. E olha que se você lê aqui, sabe que eu adoro um filme malucão.

E veja bem, filme experimental, underground não é filme trash. Pode ser trash mas cinema trash é outra coisa, é John Waters, é Fucktoys.

Every Heavy Thing é um desses malucões, experimentais, um filme bem interessante, com um roteiro bem escrito, um elenco cheio de gente que eu gosto como as musas Barbara Crampton e Vera Drew.

O filme é um thriller de humor bem bizarrinho sobre um homem perdido em um caso de desaparecimento de mulheres sem deixar rastros. Como se sumissem no ar.

Joe é um coitado pego de surpresa quando presencia o que não deveria e a partir de então é chantageado para ser um participante do “rolo” todo se não quiser sofrer consequências drásticas.

Mas o que tem de experimental aí, Fabiano?

O diretor Mickey Reece joga seu espectador em um turbilhão de imagens e sons que pontuam seu filme, levando a experiência para um nível quase psicodélico de frequência áudio visual. Só que um psicodélico de “viagem ruim”, não aquele de ver cores e elefante rosa voando.

O filme incomoda, quase como alguns filme do Lynch incomodam. Mas Reece não tem a sutileza do horror do diretor de Twin Peaks e usa essas viagens doidonas de uma forma mais radical ainda.

E apesar de todos os pesares eu gostei.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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