Eddington, o novo filme do meu queridinho Ari Aster, foi o filme de abertura do #Fantasia2025 semana passada e só agora recebi pra assistir.
Como em Beau Tem Medo, Eddington também é estrelado por Joaquin Phoenix e Eddington também é ruim.
Só que menos ruim
Ari Aster deve ter pensado, como muita gente tenho certeza já pensou: quem será que vai fazer um filme sobre os absurdos de 2020, no início da pandemia da Covid-19, quando a putaria toda das fake news chegou ao primeiro (?) pico de horror mundial.
Eddington é uma cidadezinha literalmente no meio do deserto do Novo México onde o xerife Joe Cross (Joaquin) começa uma batalha royal com o prefeito Ted Garcia (Pedro Pascal, o queridinho de vocês, meu não) depois que ele implementou o confinamento total, como o resto do mundo, na cidadezinha.
O xerife Cross é o típico negacionista (e aqui me recuso a escrever o adjetivo brasileiro a essas pessoas lixo, mas são os deploráveis …minions) radical que não usa máscara, tem discurso fascistóide, é fã das teorias da conspiração, é um bunda mole, detestável e vai fazer tudo que tiver que fazer para ser eleito prefeito, criando um pequeno caos que a cidadezinha não precisava sofrer.
Tadinho do povo da cidadezinha mas tadinhos de nós espectadores.
Eddington é uma bobagem tão gigante que se não fosse por 2 ou 3 cenas no final das quase 3 horas de filme minha nota teria sido menor ainda.
Aster mistura no filme tudo que “foi notícia” em 2020, coloca até um drone como personagem importante na história.
Aster tenta, a partir de um momento, dar uma reviravolta violenta e se aproximar de um horror (tadinho) à noite, onde a gente não consegue ver nada além de tiros e explosões mas tem uma facada boa na história.
Eddington tem um roteiro tão sem importância, sobre temas que dariam um (ou mais) belos filmes que deu raiva pensar que talvez essa bobagem tenha esvaziado a “pauta” 2020, talvez junto com o filme da Petra Costa, que abusaram da minha boa vontade.
Fico pensando o que teria havido com o diretor de Hereditário e Midsommar. Será que o problema é a dupla que ele formou com Joaquin Phoenix, um ator que eu amo mais e mais a cada filme? Será que sua fase horror radical foi um surto dele e nosso, por consequência?
A imprensa paga-pau do Ari Aster fica dizendo que esse é o “novo faroeste americano”, o “primeiro faroeste moderno” e o pix da A24 vai rolando solto. Ah, e um detalhe: em pelo menos 2 momentos eu vi marcas grandes e famosas, “Amazon” e “Bayer”, provavelmente de onde vieram provavelmente grande parte dos 25 milhões que custaram o filme que na bilheteria dos EUA arrecadou só 8 milhões.
Outro detalhe: o Elvis Austin Butler, nesse filme fazendo um guru conspiracionista, volta a falar com sua voz normal, aquela de antes do Elvis. Cara chato esse. Outro detalhe é que a Emma Stone deve ser super fã de Aster porque olha…
As decepções são grandes, maiores até que a decepção que tive com Beau Tem Medo, porque lá eu não esperva o que vi e aqui esperava que não poderia ser tão decepcionante, mas eu não perco a esperança de que o próximo vem coisa boa (já disse isso antes e nada).
NOTA: 🎬🎬

