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221/2025 MEU ANO EM OXFORD

O filme número 1 da Netflix hoje é a comédia romântica Meu Ano em Oxford.

Eu, como um romântico inveterado, sou apaixonado por comédias românticas.

Adoro torcer, me emocionar, sorrir, chorar e me envolver com as personagens mais improváveis desses filmes que por definição deveriam ter 50% de comédia e 50% de romance.

Mas esse não é o caso de Meu Ano em Oxford.

O filme meio que segue a linha de um dos meus preferidos A Culpa é das Estrelas, filme de 2014 estrelado pelo par incrível Shailene WoodleyAnsel Elgort, no filme que me fez chorar tanto no cinema que na hora de ir embora acharam que eu tinha tido uma intoxicação alimentar de tão inchado que ficou meu rosto.

Lá é menos uma comédia e mais um romance dramático, mas a ideia de 2 personagens pouco prováveis se apaixonarem em um filme já coloca os filme em um patamar elevado pra mim.

Se você já se emocionou com o filme da Shailene, em cartaz hoje na Disney+, vai gostar muito da  história de Anna (a ótima Sofia Carson), uma estudante exemplar americana, de família latina, que mora em Nova York e depois de terminar sua faculdade com louvor, resolve passar um ano estudando em Oxford na Inglaterra para melhorar o seu currículo.

Lá ela descobre um mundo novo onde ela, a americana latina é a estranha, é quase que uma figura exótica.

E as cenas fofas de uma típica comédia romântica aparecem desde o início, como o típico confronto dela com um inglês rico escrotinho que acaba sendo o professor do curso que ela foi fazer, já que a professora original vira diretora e escolhe seu aluno preferido para dar aula, o playboy Jamie.

Claro que a gente, e a própria Anna logo descobre que Jamie não é quem ela achou que seria, muito pelo contrário, ele é gente boa, inteligente, interessante e a cara do Hugh Grant em seu age, na época de filmes como 4 Casamentos e 1 Funeral e outro meu preferido, Um Lugar Chamado Notting Hill.

Mas, e sempre tem uma mas, Jamie, o inglês bonitão, inteligente e tudo mais tem uma peculiaridade que Anna não consegue entender. Ou aceitar. 

Jamie parece ter uma namorada, Cecelia, de quem não desgruda.

E mesmo assim ele sai com várias mulheres. Muitas.E ela sabe e tudo bem.

O que começa como um flertezinho entre a latina Anna e o playboy inglês Jamie, com tudo acertado entre eles que seria só diversão, já que inclusive Anna volta pros EUA em alguns meses, o coração não entende esses acordos e age por si próprio.

É quando o filme dá uma volta de 180 graus e a comédia romântica vai caindo por um buraco triste e desesperado e o que estava legalzinho acaba ficando bem melhor.

Estranho dizer que o filme melhora com a desgraça, ou a possibilidade da desgraça mas Meu Ano em Oxford surpreende com um roteiro ate que ousado para uma bobagem fofinha e nos joga na cara o quanto uma ousadia pode melhorar (ou piorar) uma história meio óbvia.

Porque como eu sempre digo, a comédia romântica é o tipo de filme que a gente sabe como começa, como se desenvolve e como termina.

Por isso mesmo é uma opção certa de diversão, porque a gente dificilmente tem uma surpresa.

Mas neste filme a gente tem uma surpresa grande, totalmente inesperada e o que a gente assiste nos tira da segurança da comédia romântica que eu disse acima.

O que é bom por um lado, já que surpresa nunca é demais mas Meu Ano em Oxford não prepara o espectador para o que está por vir. E eu gostei.

NOTA: 🎬🎬1/2

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