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236/2025 DIG! XX

Dirigido pela ótima Ondi Timoner, Dig! conta a história das bandas Dandy Warhols e Brian Jonestown Massacre no ápice da busca pela banda do indie rock americano que “substituiria” o Nirvana.

Juro que essa época existiu. O povo sempre procura os próximos Beatles, os próximos Led Zeppelin, Strokes, Prince, Bowie e todo mundo que para ou acaba ou se vai.

Lá em 2004 Ondi lançou um filme que mais parecia o seu próprio diário porque ela passou temporadas enormes com as bandas que eram melhores amigas e rivais.

O que a gente assistiu em Dig! público nenhum tinha visto antes, principalmente porque Ondi criou uma relação tão íntima com os doidões do BJM viajando e morando com eles e documentando absolutamente tudo.

Quando o Warren Beaty fala no documentário da Madonna que ela precisa de privacidade dentro do consultório do dentista, aqui em Dig! a privacidade é uma palavra que nnao existe por vários motivos, entre eles porque a banda vivia sem dinheiro, toda junta, como uma comunidade mesmo e nada por lá era íntimo ou privado, tudo era de todo mundo. Pelo menos enquanto o “chefe” doidão Anton Newcombe queria ou deixava.

Anton Newcombe, o cabeça do BJM queria ser o Courtney Taylor-Taylor dos Dandy Warhols.

Não musicalmente, ao que parece, mas queria ser galã, ter a manha de marketing, ter a lábia do cara e com certeza queria ter um bom traquejo a ponto de conseguir mais shows, mais dinheiro e mais visibilidade para sua banda.

Isso tudo porque sempre soube que o BJM era melhor que os Dandy Warhols.

E não me venha dizer que não rolava inveja porque rolava sim. E dos dois lados.

Newcombe queria ser um pop star sem largar seu lado “selvagem” e Courtney queria continuar sendo um pop star e se jogar mais no lado selvagem. Isso fica bem claro no filme e eu aqui repito mais uma vez e vou repetir quantas forem necessárias: a heroína acaba com os rock stars e eu fico com raiva desses gênios que nela se jogam e acabam por destruir suas carreiras que, em alguns casos de sorte, são retomadas do mais fundo dos poços.

E quanto mais Newcombe inveja Courtney Taylor-Taylor, mais ele pira, mais suas músicas ficam doidas, mais sua banda pira, mais suas relações ficam bem doidas e mais a gente se delicia ver tudo isso naquele Dig!.

Até porque este filme Dig!XX é a versão revista e ampliada para comemorar os 20 anos do filme original.

Não que o filme precisasse essa nova versão.

E eu, sinceramente, não achei nada que mudasse a grandeza do primeiro filme, achei essa versão bem pra fã mesmo, o que é ótimo.

E bora de Newcombe locão que é sempre diversão.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

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