298/2025 CASA DE DINAMITE

Oi Kathryn Bigelow, diretora de Casa de Dinamite da Netflix.

Aqui é o Fabiano do Já Viu?, tá bowa?

Espero que sim porque por aqui não está não.

Que tipo de filmeco foi esse que você lançou, conta pra mim?

Você sabe que o filme está sendo vendido como o filme DA bomba atômica da Netflix, mas eu acho que teve um erro de digitação porque esse é no máximo a bomba atômica da Netflix.

Cadê a Kathryn Bigelow de Dias Estranhos, um dos filmes mais incríveis da década de 1990?

Cadê a Kathryn Bigelow que venceu os 3 principais (filme, direção e roteiro original) Oscars em 2008 por Guerra ao Terror?

Ah, a Kathryn Bigelow de quem eu sou fã aparece na primeira das 3 versões da mesma história deste Casa de Dinamite, já que alguém (ela mesma, né, que escreveu o roteiro com o Noah Oppenheim, um escroto amigo dos Weinstein) teve a brilhante ideia de mandar um Rashomon na história de uma boomba atômica que nnao sei sabe de onde veio e que vai cair nos EUA em poucos minutos.

O que eles esqueceram é que a genialidade do “efeito Rashomon” é a pluralidade de pontos de vista sobre a mesma história, o que não acontece aqui já que a gente assiste a mesma história contada por vários personagens só que com diferentes pontos de vista. Cadê os observadores “de fora”, cadê as diferentes versões Kathryn Bigelow?

Kathryn Bigelow, eu não estou aqui (e nem poderia) criticando a sua equipe técnica, que é a melhor possível. Fico pensando, Kathryn Bigelow, o quanto custa construir os cenários gigantescos do seu filme, quantos filmes de 1 ou 2 milhões de dólares poderiam ser produzidos só com esse dinheiro. Mas tá bom, a gente entende o seu poder de mulher oscarizada, de diretora/roteirista com “fetiche pela guerra” e eu acho louvável.

Mas Kathryn Bigelow, desta vez não deu pra defender.

Como você coloca uma atriz como a Greta Lee no poster do seu filme, nas chamadas e trailers e a deixa aparecer por um total de 6 minutos se tanto. Eu juro que queria entender a razão da tela preta nas 2 primeiras “partes” do filme sem mostrar o presidente dos EUA e quando a gente vê a razão, não faz o menor sentido.

Por falar em presidente, como é que você coloca um monstro como Idris Elba num papel tão vulnerável, o que em momentos me fez dar risada dos tremeliques que ele tem.

Kathryn Bigelow, eu quase dei uma nota menor pro filme, mas daí ele cairia num #alertaporcaria e eu acho que sua trajetória não merece esse rótulo.

Eu só espero uma coisa, Kathryn Bigelow, que você lance daqui uns meses a versão remontada do filme, sem as divisões que para mim só serviriam se o final fosse apocalipticamente apoteótico.

Nem isso, Kathryn Bigelow?

NOTA: 🎬🎬

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