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307/2025 HEDDA

Estreou no Prime Video a versão “woke” do clássico de Henrik Ibsen, Hedda Gabler.

Só esta frase já seria motivo suficiente de muitas e muitas risadas da minha parte porque não tem nada pior do que uma obra de arte ser considerada “woke”, o termo em inglês que acabou virando sinônimo de “patrulha de injustiça social e discriminação”.

Aqui, não se sabe por que cargas d’água, a diretora (que já foi tão promissora) Nia DaCosta, resolveu reescrever a peça do norueguês Ibsen, laçada em 1890, um dos clássicos incontestes do teatro mundial, sobre o profundo mal estar social de uma mulher forte, que hoje sereia chamada de “empoderada”, vivendo em uma sociedade patriarcal opressiva, como era o normal daqueles tempos.

Mas a Nia um dia pensou: não, preciso tirar Hedda Gabler dessa prisão filosófica, porque ela é forte, poderosa e precisa viver a vida como deve, inclusive com uma amante lésbica ao invés do amante homem que existe na obra original.

Mas pra começo de conversa, deve ter pensado Nia, vou tirar o sobrenome dela, que carrega um fardo horroroso, e vou deixar claro em vários momentos do filme que mesmo sendo muito do que ela é por influência de seu pai general, que a amava muito, ela era filha bastarda. Não posso deixar de repetir isso até cansar, deve ter pensado a diretora e roteirista.

Ah, e claro, continuou Nia em seus devaneios, já que Hedda é bastarda, vou colocar uma atriz negra para vivê-la, porque bastarda, né?.

Todo mundo em volta branco, na festa que ela e seu marido branco intelectual dão em sua nova casa para “se mostrarem” para a sociedade.

Todos brancos e ricos e poderosos menos um único personagem negro que a tem nas mãos e que inclusive é totalmente abusivo com ela, enquanto os brancos que chegam nela são mais respeitosos e poderia dizer, amedrontados com a figura.

Pra que, pergunto eu, reescrever a história com esse viés político estúpido, extirpando seu sobrenome, a colocando quase como uma presa em meio a um circo romano de leões famintos e confirmando preconceitos recorrentes que acabam sendo maiores e mais visíveis que as melhores características que Hedda Gabler tinha originalmente: sua inteligência, perspicácia, rapidez de pensamento e de raciocínio e por aí vai.

Nia DaCosta inventou uma personagem a partir de outra para um público bem específico, ignorante o suficiente para achar que nesse filme ela inventou a mulher à beira de um ataque de nervos.

Só pra terminar, até quando Hollywood vai tentar enfiar a limitada Tessa Thompson por nossas goelas? Se tem filme com Thessa, o filme é ruim, só procurar o nome dela aqui na lupa e confirmar.

NOTA: 🎬1/2

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