Pra começo de conversa, o novo filme lançado na Netflix Sonhos de Trem é estrelado pelo meu australiano preferido (e muito menosprezado por Hollywood) Joel Edgerton.
O cara faz uns filmes tão absurdos de bons que são tão bons muito por causa dele.
Sonhos de Trem é mais um filme que Joel Edgerton carrega nas costas sem muito esforço como o ermitão da floresta.
Já amei só por ele.
E Sonhos de Trem é o típico filme que nos dias de hoje eu tenho nenhuma paciência de assistir, aquele draminha que vai do nada ao lugar nenhum.
Mas o filme é muito bem escrito e muito bem dirigido, ponto para o diretor Clint Bentley.
O filme acompanha a vida triste de Robert Grainier (Joel), um menino sempre solitário, órfão, criado por aí sem nunca ter saído para muito longe de onde nasceu, que acabou virando lenhador de aluguel, daqueles que viajam para onde tem trabalho.
Um dia, na igreja, ele conhece Gladys (Felicity Jones) e com ela não só muda de vida mas parece que começa ali sua vida de verdade.
As idas e vindas do lenhador viajando para trabalhar dão um ritmo bem particular ao casamento deles e quando nasce a filha ele começa a planejar o futuro junto da família, sem tantas viagens longas de trabalho.
Mas o “acaso” é implacável e os planos quase nunca funcionam como a contento, como diria o outro.
Os sonhos de trem do lenhador são nos mostrado em forma de poesia e de amor puros. E depois das agruras do acaso, ele acredita que seu futuro ainda é o mesmo que ele escreveu com sua Gladys e por isso ele vira o hermitão “que todos falam na cidade”.
Poucos atores segurariam um filme inteiro primeiro sem falar muito, já que o lenhador é um homem fechado, reservado, de poucas palavras.
E outra, fazer um filme inteiro sem ter personagens que durem a história inteira, sem ter histórias em si, ser o protagonista e o único personagem, precisa sim ser um ator gigante e também ter uma direção que saiba exatamente o que está fazendo, por onde e principalmente para onde está indo com seu filme.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

