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341/2025 JAY KELLY

Sabe o Paolo Sorrentino, aquele diretor italiano que fez A Grande Beleza, entre outros, que é um sub Fellini, no pior dos sentidos mesmo, já que seus filmes são chupinhados do mestre dos mestres?

Com Jay Kelly, Noah Baumbach deixou de ser o sub Woody Allen e resolveu, pelo menos por esse momento em sua trajetória, ser o sub Paolo Sorrentino.

Que. Filme. Ruim.

Pra começar é estrelado pelo George Clooney, que continua o mesmo atorzinho canastrão desde que surgiu em Plantão Médico, décadas atrás.

Depois o cara me enfia o Adam Sandler em mais um papel dramático pra ver se o povo cai na cilada e o indica a prêmios de coadjuvante porque ele é um cara legal e “quando se aventura pelo drama mostra sua envergadura”. Detalhe para as aspas, só replicquei o que os críticos babões falam sempre dele.

O tal do Jay Kelly do título é um super astro hollywoodiano que resolve ir atrás da filha na Europa que saiu para um mochilão com os amigos entre a França e a Itália.

Só que Kelly não pode andar na rua sem seguranças e mais umas 18 pessoas da equipe atrás dele e mesmo assim ele vai: de jatinho, de classe econômica no trem, na rua, na chuva, na fazenda, seo faltou a casinha de sapê.

Nesse road movie, claro, Kelly, relembra momentos importantes em sua vida, chega a conclusões importantes (para ele, que não importam para mais ninguém) e vai perdendo um monte de coisas no caminho, “coisas” que a gente percebe nem importam nada a ele.

Como o filme inteiro não importa a ninguém.

Jay Kelly é mais um filme milionário sobre uma história esteupida que não precisava ser contada.

E o pior!

Sim, tem pior!

O diretor Baumbach resolveu ser espertinho-moderninho e criou passagens de tempo que ele achou geniais mas que são as piores transições desse quarto de século 21.

Que cafona.

Que filmeco.

Jay Kelly é o maior exemplo do que Hollywood ainda faz de mal. Digo ainda porque o final já chegou, só esqueceram de avisar uma meia dúzia de ator milioneario, tipo o Clooney e o Sandler, que o futuro é incerto pra esse povo.

A Netflix gasta milhões em um filme desses e agora gasta bilhões para comprar a Warner e “acabar com o cinema como o conhecemos”, mas não quer pagar os impostos no Brasil.

Isso explica muito não só sobre a Netflix, mas principalmente sobre esse tipo de filme horroroso que eles ainda co-produzem e lançam.

Pior do ano com louvor.

E o marketing deles falava que esse filme faria sucesso no Oscar 2026. Faz-me rir.

NOTA: 🎬

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