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346/2025 VIVO OU MORTO: UM MISTÉRIO KNIVES OUT

Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, o terceiro filme da agora franquia de super sucesso do thriller quase engraçado da Netflix, era a oportunidade que eu tinha me dado para tentar entender porque eu não consigo gostar desses filmes e para também finalmente gostar.

Relaxei, deixei minhas ideias pré concebidas de lado e me joguei.

Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out é um bom suspense onde mais uma vez Benoit Blanc (o sempre ótimo Daniel Craig, mas aqui com o pior cabelo de sua vida, mas finalmente acertaram no figurino), o Sherlock Holmes pop do século XXI precisa desvendar o mistério do padre neo nazi morto misteriosamente durante uma missa.

Quando estava sendo transformado em um super herói fascista por um de 6 seguidores restantes, já que seu discurso espantou todo mundo da igreja, esse padre que exige ser chamado de monsenhor (Josh Brolin), recebe em sua paróquia um novo padre (Josh O’Connor) bem mais razoável para tentar fazer com que os fiéis voltem a frequentar a casa de Deus e do neo nazi.

Mas ele é odiado pelo monsenhor e por sua turminha do mal, comandada por uma Glenn Close incrível que me faz odiar Hollywood sempre que a vejo em cena por não vê-la em cena o suficiente.

Quando o monsenhor morre, Benoit Blanc é chamado para resolver o mistério, mesmo com uma delegada (Mila Kunis) bem ativa na investigação policial.

Aí entra a parte bem boa do filme, o roteiro muito bem construído, cheio, mas bem cheio mesmo de mistérios que enquanto um é resolvido, outros mais se abrem em seu lugar, ou por sua consequência.

As histórias dos membros bizarros da turminha do monsenhor são ótimas e o legal é que elas acabam fazendo parte importante desse roteiro intrincado, dessa história que promete e entrega.

Mesmo assim, mesmo com esse super elenco, com esse roteiro ótimo, com todo dinheiro do mundo, o filme pra mim não passa de um bom filme, interessante mas nada além.

E a culpa é de quem? Minha? Nã na ni na não.

É do Rian Johnson, o diretor, roteirista e criador de Knives Out, um cara que como bom diretor, escreve bons roteiros. Mas a quantidade de cenas ruins, mal realizadas, coisa de quase amador mesmo. Algo que eu acho inadmissível em uma produção milionária dessas. Cadê assistente de direção? Cadê editor cuidadoso? Cadê bando de produtores executivos que deveriam prestar atenção nos mínimos detalhes do filme? Cadê equipe da Netflix “super cuidadosa”?

Quanto mais eu escrevo, mais eu tiro claquetes da nota.

Vou parar por aqui.

NOTA: 🎬🎬1/2

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