Odeio esse tipo de filme.
O.
D.
E.
I.
O.
E mesmo assim assisti por motivos de que amo o ator principal, o tchéco Milan Ondrík.
Mesmo assim, odeio esse tipo de filme. Fico nervoso, agoniado, angustiado, tomo uma dose de canabidiol maior no dia, a ansiedade vai pra cucuia mas eu assisti Pai. E fiz bem.
Que! Filme!
A diretora eslovaca Tereza Nvotová já é uma das minhas preferidas de 2025 e Pai é um dos meus filmes preferidos do ano, um filme que foi enviado para o Oscar mas não chegou a short list.
O filme é sobre uma família, pai, mãe e filha, lindos, bem sucedidos, felizes e na correria do dia a dia o que seria o normal, a mãe levar a filha pra creche, já que é seu caminho, muda e o pai a deixa lá, antes de ir correndo para sua empresa, já que ele precisa apresentar para sua equipe um novo diretorzão que começa a trabalhar aquele dia.
Preciso deixar claro que eu não sabia exatamente qual era a história contada em Pai.
Só sabia que o roteiro era baseado em uma história real e que tinha a ver com a filha.
Quando disse ali acima que odeio esse tipo de filme é que eu não consigo assistir filme onde crianças são abduzidas, sequestradas, somem e a família fica doida procurando. Eu me coloco no lugar da família e sofro igual, porque sempre imagino que o pior esteja acontecendo àquela criança.
Como eu não sabia o que viria, a ansiedade veio aos poucos. Eu sabia que algo aconteceria mas sempre imagino o menos pior.
E aqui, por causa de decisões incríveis da diretora Tereza Nvotová de, por exemplo, filmar tudo em planos longos, sem cortes, para que entremos muito na vida, no dia a dia dessa família, com 15 minutos, de filme, no momento do “ocorrido”, eu já me sentia íntimo de Michal e Zuzka, e já achava que a filhota era a menina mais fofa de todas.
Mas a tragédia, a desgraça que acontece na história é maior do que eu poderia supor e as vidas do pai e da mãe a partir daquele momento não só viram de ponta cabeça mas o chão some de debaixo de seus pés, tudo entra em parafuso, nada mais faz sentido e só lhes resta aguardar as consequências do maior infortúnio possível.
E não importa se foi sem querer, se pode acontecer com qualquer um, se o acaso é inexplicável, se, se, se. O que interessa que aconteceu, e veja bem, na vida real, e essa replicaçnao cinematográfica, novelizada, dramatizada da história original já é desesperadora o suficiente para meu pobre coraçãozinho. E para meu pobre cerebrozinho também, já que um não vive sem o outro.
Eu sempre peço em meus momentos de meditação e contemplação que nada parecido com isso aconteça primeiro para com as pessoas próximas a mim mas que coisas como essa não aconteçam com ninguém porque thcau vida. Eu acredito que esse tipo de “evento” acaba com a vida das pessoas e eu duvido que elas voltem ao seu normal, a como era antes.
De qualquer maneira, apertem os cintos, respirem fundo, pense o tempo todo que isso é só um filme e não percam esse petardo, um dos maiores de 2025.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬1/2

