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361/2025 ADEUS, JUNE

Adeus, June consegue a façanha de ser um filme meia boca e já ser um clássico de Natal instantâneo.

Dirigido pela Kate Winslet, Adeus, June é o filme que me fez chorar de soluçar como há muito eu não chorava. E o pior é que ao assistir o filme da Netflix, eu fui ficando com raiva da personagem da própria Winslet, que vive uma das 4 filhas da June do título, vivida pela Deusa Helen Mirren, que está morrendo de câncer às vésperas de Natal.

Mesmo a família querendo que ela fosse pra casa para passar os últimos momentos rodeada pela família no aconchego do lar, June decide ficar no hospital para ser melhor cuidada. Por isso seu quarto branco e anódino ganha vida pelas mãos dos filhos e netos, tudo para sofrer o menos possível, já que estão difíceis seus últimos dias.

Fizeram até agenda de visitas já que os 4 filhos de June não necessariamente se dão bem. Além da chata da personagem da Kate, tem a super controladora vivida pela minha preferida Andre Riseborough, a hiper hippie da Toni Collette e o irmão perdido vivido pelo subestimado Johnny Flynn, todos filhos do pai presente mais ausente do ano, vivido pelo preferido Timothy Spall.

Que elenco é esse, né?

Mas o filme é bestinha, enrolado, demora nas historinhas sem graça dos irmãos quando o que interessa na história à medida que vamos assistindo, é claro a mãe moribunda.

Quando os lampejos de filosofia de vida de June aparecem, o filme cresce e muito.

E quando a família toda se junta para a festa de Natal, daí meus caros, preparem os lencinhos que a cascata de lágrimas não vai secar por algum tempo.

Como dei a dica antes, como pode um filme tão besta ser tão lindo ao mesmo tempo?

Como pode um filme tão sem foco ser o novo clássico natalino inglês?

Já tenho programa para o Natal 2026: fazer uma sessão dupla deste Adeus, June e logo depois o maior de todos, Simplesmente Amor.

NOTA: 🎬🎬🎬1/2

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