I Swear é um drama inglês como só os ingleses sabem produzir.
E eu afirmo isso categoricamente porque os caras pegam as melhores histórias e transformam nos melhores filme.
E por muitas vezes pegam histórias bem mais ou menos e mesmo assim as transformam nos melhores filmes.
I Swear pertence a primeira categoria.
O filme é uma biopic, um filme biográfico, sobre John Davidson, um homem que sofreu a vida toda com a síndrome de Tourette quando a medicina mal entendia o que era essa síndrome e não a considerava uma síndrome, uma doença.
E a partir de um momento chave de sua vida adulta, ele se transforma na “referência” britânica para divulgar a síndrome.
Pra começar o filme é bem bom porque é dirigido pelo inglês Kirk Jones, um cara com um currículo invejável de dramas britânicos que foi levado para Hollywood onde realizou alguns filmes bem acima da média.
A história real de Davidson rendeu um roteiro redondinho, muito bem escrito que muito bem dirigido, rendeu esse filme que se deu bem nas bilheterias inglesas e desconhecido pelo resto do mundo, agora entra no radar de todo mundo por ter recebido várias indicações ao BAFTA, o tal do Oscar inglês.
Eu gostei muito do filme não só pelo roteiro ou pela direção ou pela atuação incrível dos 2 protagonistas: Robert Aramayo, que vive Davidson adulto e principalmente por Scott Ellis Watson, que estreia no cinema vivendo Davdson adolescente, na fase que o Tourette primeiro se manifesta.
Eu gostei do filme por desmistificar o Tourette pra mim. Acho que por causa da minha ansiedade, e essa conclusão cheguei pelo que vi no filme, eu não consigo assistir vídeos de portadores de Tourette que estão “na moda” pelas redes sociais. E por causa do filme eu vi o quanto os portadores sofrem de ansiedade, além de entender o que acontece no dia a dia dessas pessoas.
E uma coisa ótima do filme é que ele não é condescendente, ele não tenta nos ensinar como se o público fosse estúpido.
A maneira que Jones escolheu para contar seu filme é a maneira da delicadeza, da educação consciente, acolhedora, mesmo que muitas das situações do filme sejam tudo menos acolhedoras.
A gente sofre com Davidson desde o início, um moleque que é uma promessa como goleiro de futebol e que literalmente um dia acorda não conseguindo nem segurar a bola e começa a xingar (I Swear) todo mundo com palavrões bem baixos.
O drama, o desespero (dele e da família), a ansiedade e o melhor, a torcida que nós criamo para que a vida de Davidson dê certo são os grandes pontos de I Swear, o tipo de filme que faz falta pra mim e por isso que eu sempre digo: que venham mais filmes britânicos.
Sempre.
Agora…………
Eu preciso falar da trilha de I Swear e do quanto eu fico feliz (e sinto inveja ao mesmo tempo) com trilhas de filmes britânico.
Em I Swear só toca música que eu amo, de New Order a Oasis.
Eu sempre penso o quanto gastaram pagando por essas músicas e se por lá o que cobram é diferente o que cobram por aqui porque tem filme que se bobear, gasta mais em trilha do que em cachê de elenco.
Por isso inveja e felicidade. Quero mais filmes com mais trilhas incríveis.
NOTA: 🎬🎬🎬🎬

