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015/2026 PILLION

Lição básica para um relacionamento dar certo: as pessoas envolvidas combinam as regras e estando bom para ambas as partes, as seguem.

E todos são felizes.

Pillion é um dos filmes mais falados e aguardados dos últimos meses por alguns motivos: é uma comédia romântica gay e é um filme BDSM de dominação.

Mas Pillion é uma comédia romântica onde o muso Alexander Skarsgård faz o papel de Ray, um biker gay fetichista BDSM.

E o marketing todo do filme foi com o Alexandre indo pra cima e pra baixo usando calça de couro, camiseta transparente, falando que talvez ele fosse gay, marketing agressivo mesmo, o que faz todo filme funcionar em outro nível hoje em dia.

O filme é bem legal, é uma comédia romântica bem do século XXI onde as convenções cinematográficas são subvertidas resultando num filme totalmente inesperado.

O Ray, o tal do motoqueiro fetichista, encontra por acaso em um pub no meio do nada inglês um homem chamado Colin (o novo muso Harry Melling), que está lá cantando em um coralzinho bem bunda mole mas que não tira os olhos do grandão bonitão, que percebe, pede o contato e diz que logo entra em contato.

O magrelo tímido cantor passa os próximos dias ansioso, nervoso, sem dormir, esperando o contato de Ray e quando finalmente o momento chega, a vida dele muda.

Muda tanto que Colin logo vai morar com Ray em uma relação nada convencional onde Ray manda e Colin faz.

Como eu disse antes, tudo conversado, em consenso, sem abusos, como deve ser.

E também como eu disse, Pillion subverte as convenções da comédia romântica criando um ambiente propício a essa relação “estranha” e nova para o cinema, de dono e servo, onde as demonstrações de carinho e amor(?) percebidos por Colin são tão mínimas mas que acabam virando enormes para uma pessoa que se contenta em dormir no chão, comer sozinho, não se sentar no sofá e por aí vai.

A gente vê um paradoxo acontecer a olho nu, quando Colin finalmente encontra o homem lindo que ele sempre quis mas para continuar com esse homem precisa reduzir a sua existência a exatamente o que seu dono, ops, seu namorado, ops, seu mestre deseja.

O filme poderia teer sido um drama pretensioso e “pesado”, poderia ter usado o tema do BDSM de uma forma meio Parceiros da Noite mas o legal é que em todos os momentos onde as sequências da turma “da pesada” do BDSM acontecem, parece mesmo que estamos vendo uma comédia romântica, de tão normalizadas que essas situações são retratadas pelo diretor Harry Lighton, em sua ótima estreia na direção de longas.

Falando em longa, tem uma cena bem fake mas que mesmo assim tem deixado as audiências em polvorosa e mais não conto.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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