De meses em meses surge uma campanha de marketing agressiva sobre “o futuro do cinema, o filme que une o indie com Hollywood”. Até que as primeiras resenhas e críticas aparecem e o filme é lançado e pronto. Mais um dinheiro gasto no marketing pra tentar salvar um desastre.
Gore Verbinski é um diretor bem bom que de vez em quando some e ao reaparecer é sempre uma grande surpresa.
Este Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra foi a pior surpresa possível e é o caso da hora que nem o marketing salvou.
Um filme que se tivesse 1 hora a menos seria ótimo. Mas em tempos de repetir o texto pra molecada entender o que está acontecendo mesmo com o celular na mão. Assim o filme é longo, cansativo, repetitivo e quando você acha que vai a algum lugar, volta pra lugar nenhum de onde saiu.
Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra é um mash up de Akira com Exterminador do Futuro da Gen-Z, onde um homem vivido por um muito envelhecido Sam Rockwell volta do futuro para parar a criaçnao da IA que vai acabar com a humanidade como a conhecemos.
Exterminador do Futuro na cara dura.
Só que ele tem um botão em sua roupa que permite que ele volta para o seu tempo e volte para começar tudo de novo por aqui.
Ele diz que é a vez 177 que ele chega na lanchonete e precisa formar um pequeno exército para atravessar alguns quarteirões da cidade para chegarem a casa de um menino de 9 anos de idade que está criando a IA.
O cara veio do futuro pra avisar que a IA é do mal e ele só precisa colocar uns dados na construção que estão no pen drive do ômi.
Pra isso acontecer, ele vai ter q passar por um monte de percalços com seu pequeno exército de brancaleone como em um video game onde você precisa deixar alguém pra trás pra alçar novos horizontes e ganhar alguns bônus.
Tá, entendemos, bora, queremos porradaria, bom humor, gadgets, roupas engraçadas.
Mas não, o roteiro nos entrega flashbacks estúpidos de alguns dos personagens do exército. Mas não flashbacks rapidinhos e chega.
Só curtas dentro do filme onde histórias longas e quase complexas são contadas, tudo para ajudar a explicar o que está acontecendo no tempo presente com a IA sendo construída e como o geniozinho do mal de 9 anos de idade vem controlando tudo já a um tempinho para que seu plano de destruição se complete.
E enrola. Cada história te tira da vibe do filme, da vibe da ficçnao científica quase descrente e engraçada.
Vemos dramas pesados de problemas super possíveis da nossa GEN Z que vai (ou não) ver e julgar esse filme.
Enquanto isso a gente tem que se submeter a essa nova forma de contar histórias que se baseia no problema de atenção desses nossos dias. E a gente sofre com a repetição.
Eu sofro, pelo menos.
tudo isso como foi explicado na minha resenha do filme novo do Damon e do Affleck pra Netflix.
Vou dizer que minha nota original seria um pouco menor mas a referência explícita a Akira me deixou de boca aberta por toda terceira parte do filme, o que foi bem inteligente de resolver essa história que estava fadada ao óbvio sem graça.
A conclusão é que com a derrocada de Hollywood, a imbecilização veio pra ficar. Pobres de nós amantes de filmes.
NOTA: 🎬🎬1/2

