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077/2026 CAMINHOS DO CRIME

Em 1997 foi lançado um dos filmes mais sensuais da história do cinema, um filme que confirmou (como se precisasse) a Kim Basinger como uma das mulheres mais incríveis de Hollywood.

Aquele filme foi Los Angeles – Cidade Proibida, dirigido pelo grande Curtis Hanson, e colocou na minha cabeça a vontade de passar o resto da vida assistindo “noir de Los Angeles”, o que já tinha sido uma coisa e que eu acreditei que voltaria a ser pelo sucesso do filme.

Dei com os burros na água. Um filme ou outro foi lançado nas décadas seguintes até que apareceu esse Caminhos do Crime, Crime 101, um novo noir de Los Angeles e pelo que eu tinha lido, o melhor papel de Hale Berry desde… sempre, talvez.

Foi com várias expectativas e elas foram muito bem satisfeitas.

Caminhos do Crime é uma pérola.

É um filme grande, com um elenco gigante, que além de Hale Berry é estrelado por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Barry Keoghan.

Chris é um ladrão de jóias com um modus operandi que é roubar lugares da estrada 101 de Los Angeles (daí o título original), Ruffalo é o policial (de novo dessleixado, cagado, zuado) obstinado em solucionar esses criems da 101; e o feioso Keoghan é o novo ladrão que trabalha pro chefe do Chris, um cara violento, sem pudor e sem escrúpulos.

Hale Berry é o ponto de convergência da história, uma mulher que trabalha com seguros de bilionários e que depois de levar mais um baile de seu chefe, resolve “se vingar”.

O talentoso diretor e roteirista inglês Bart Layton criou um pequeno universo não só com personagens muito bem construídos e desenvolvidos pelo filme como também criou um universo visual perfeito para que esse noir, um filme que se passaria à noite, no escuro, funcione durante o dia.

O noir americano dos anos 1940/50 era um filme que se passava nas sombras, com personagens dúbios, muita mentira, muito “entrar e sair da luz” quando melhoor interessasse a personagem para sua sobrevivência na história mesmo.

Caminhos do Crime é sobre um roubo muito milionário, o maior da carreira de sucesso do personagem de Hemsworth mas que só funciona durante o dia. As sombras aqui não existem e todo jogo de mentiras, invenções e enganações precisa acontecer às claras, o que é mais ousado e muito inesperado.

Todo o esquema do roubo dos 11 milhões de dólares, toda a criação, invenção e realização é bem escrito demais, sem falhas nem buracos.

O diretor Layton esbanja talento na direção, dando um show a parte na sequência de perseguição de carro/moto, me fazendo lembrar das perseguições que eu gosto muito como as de Blues Brothers e Ronin, pelas ruas de Paris.

Hale Berry está mesmo muito bem como o ponto de convergência do filme, indo do céu ao inferno como há muito eu não via em uma personagem feminina num thriller, o que me deixou bem impressionado com o roteiro e com a própria Hale. O que não deveria ter acontecido porque ela já fz muito filme “ousado”. E o legal aqui foi vê-la entre os 3 personagens masculinos ditando o ritmo tenso e violento desde Caminhos do Crime.

NOTA: 🎬🎬🎬🎬

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